Dezembro chegou e iniciamos a contagem regressiva efetiva de 2025. Um ano que se encerrará deixando um rastro enorme de conflitos sem resolução e outros prestes a começar. Na visão do falecido papa Francisco e do atual Leão XIV, já estamos em plena 3ª Guerra Mundial. Infelizmente, tendo a concordar.
E o pior desta situação é que não temos representantes mundiais em condições de reverter com competência e sabedoria esta tendência; aliás, muito pelo contrário, temos chefes de Estado poderosos, bem belicistas e rasos. Aqui cabe uma consideração: liderança até se treina, caráter, não.
A situação se agrava em vários sentidos, pois também em órgãos multilaterais, ONGs, entidades e sindicatos, instituições religiosas... o quadro não se modifica. Estamos na era do “eu comigo” e do “nós sozinhos”. A cada dia o quadro fica mais estarrecedor.
O mundo, infelizmente, está por um fio, sem rumo, em voo cego... e os pilotos desta jornada, brincando de guerra nas estrelas.
E volta e meia ressurge a lembrança do inesquecível Raul Seixas, pedindo para parar o mundo, que ele queria descer. Eu quero descer, e você?
Nestes tempos de revoluções e/ou avanços tecnológicos, na era da IA, será que iremos conseguir este feito?
No tempo presente, com assuntos tão antigos, sem solução e até recrudescendo, em áreas tão primitivas e necessárias, como direitos humanos, preservação ambiental, com o racismo mostrando a sua face, o feminicídio nos alarmando dia após dia, acreditar em seres humanos capazes de evitar a 3ª Guerra Mundial é utopia ou boa-fé exagerada. Confesso que gostaria de estar neste momento falando de coisas e situações mais amenas.
A vida continua desprestigiada e desvalorizada. Afinal, o que é a vida, o que é, o que é?
Agora, a saudade é do Gonzaguinha... adoraria ficar com a pureza da resposta das crianças.
E este sentimento passa não só pelo receio da guerra, passa pela liberdade do Vorcaro e cia., pelo sigilo absoluto decretado na causa.
E este sentimento continua com a guerra entre os poderes no Brasil, apenas pelo poder, com emendas e sem remendos.
Ufa, é tanta guerra, que tenho saudades do bordão de outrora: – Faça Amor, não faça a Guerra!
E este sentimento aflora pela dificuldade de entender o descaso com o acaso. E Uberaba tenta se manter no ocaso.
O momento é propício para começar as reflexões para 2026.
Quem somos? O que queremos ser? Para onde vamos?
Enfim, já é Natal, e o que você fez?
Já já o ano termina e nasce outra vez.
Esta versão que Simone canta, de uma letra do John Lennon e Yoko Ono, marca o Brasil nesta época.
Reflita, saia da imobilidade e faça sua parte.
O ano termina e começa outra vez...