Estamos novamente na fase da imposição de tarifas pelos americanos ao Brasil. Em nome de uma Emenda 301 e tendo um país com situação, no mínimo, estranha em se tratando do binômio economia e política, os Estados Unidos usam hoje todas as estratégias antes consideradas de segunda linha.
Antigamente se falava por aqui em circo e pão. Hoje se verifica o futebol sendo usado por lá, aparentemente, como pano de fundo para combater mazelas, como se eles fossem país de Terceiro Mundo. As atitudes são inequívocas.
Alterar cartão de jogador expulso em campo e receber condecoração de paz da Fifa é tão sério, e virtuoso, quanto ser escolhido como destaque em homenagem paga. O mundo, sob esta perspectiva, tem um final de Copa no padrão e condizente com a qualidade destes dirigentes. O padrão é inconfundível.
Um momento ótimo para perceber a fraqueza deste estilo pessoal e arrogante nas tratativas e relações bilaterais, onde a bomba atômica de outrora vem com a colonização digital de agora.
Quando os USA eram presididos por um ator canastrão, ou por um que fumava, mas não tragava, em metáfora literal, imaginei que nada poderia piorar em matéria de espetáculos funestos e ações imperialistas. Estava enganado. Um presidente de uma potência como aquela, com a moeda e o poder de polícia do mundo, deveria estar efetivamente preparado para liderar e usar toda a tecnologia disponível atualmente para melhorar o planeta Terra. Não me parece ser o que acontece por lá. O mundo sempre funcionou quando teve líderes de centro, sejam de esquerda ou de direita, e vai continuar sendo um local terrível toda vez que caminhar para extremos, novamente, sejam de direita ou de esquerda.
As trapalhadas do vão e voltam, com a farra das tarifas, e suas longas listas de exceções, assim como a questão do petróleo com o Irã e o domínio do Estreito de Ormuz, dizem muito sobre a personalidade de quem hoje comanda os americanos.
Negócios sempre, mas os interesses individuais e pessoais, primeiro. Esta equação e esta conta não fecham.
E, pior, a apatia do restante do mundo diante destes fatos é algo também sem precedentes. A postura pífia da Europa combalida contrasta com a astúcia chinesa de deixar rolar e ir comendo pelas beiradas. A Rússia administra conflitos. Os Árabes se perdem com recursos e Israel resolveu ser alemão. América Central e América do Sul, assim como a África, continuam periféricas; portanto, sem a voz necessária para imposições. O Brasil, especificamente, tem dois polos, ou duas remadas. A escolha é livre: para onde estamos sendo puxados. Escolha. As remadas não são nem viking nem do créu. Estas chateiam, mas são suportáveis; as outras, não. E a definição do modelo é logo ali.
Esta é a verdade, nua e crua. O modelo de país virá da sua escolha. Cuidado com a subserviência letal e atenção com descompassos legais.
A Copa de futebol acaba e a cada 4 anos alguém novamente ganha. Agora, os problemas da cozinha permanecem a mais de 4 décadas.
A decisão é sua. Seja responsável com sua cidade, estado e nação. Vale sua reflexão!