O mundo, estarrecido, mergulha em guerras desde sempre, mas após os últimos tempos, de Rússia x Ucrânia e Israel x Palestina, temos 2026 com os EUA invadindo a Venezuela e, mais recentemente, junto com os israelenses atacando o Irã.
Todas as vezes que a diplomacia sai de cena e prevalecem os mísseis, quaisquer que sejam suas versões, a humanidade perde no seu todo.
Não existem vencedores reais; existe um processo civilizatório perdido.
O atual conflito se estende por todo o Oriente Médio, onde, direta ou indiretamente, todos estão sofrendo as consequências.
As explicações, notadamente, mais escondem reais motivos e interesses escusos, ao invés de mostrar razões plausíveis.
Este agora, envolvendo o Irã, tem atraído a atenção muito mais pela questão do petróleo, vital para a economia de todos, e muito pouco pela escola em Minab, local do colégio iraniano, e suas 175 mortas, sendo 150 crianças. Este fato ocorreu no primeiro dia, em 28/02/2026, e nada foi explicado e/ou justificado. São apenas danos colaterais?
E, neste espaço, independente das minhas convicções, não faço juízo de valor, mas o mundo questionou o ataque sofrido por Israel em 2023, o estopim para muitas mortes. Este ainda é o motivo? Ou, de fato, tudo é pretexto para se movimentar a indústria da guerra e fortalecer seus senhores?
E por aqui vamos travando nossas guerras, seja para combater o crime, formal ou informal, seja para tentar superar os obstáculos postos pela guerra alheia.
O Banco Master continua arrastando para o buraco tudo encontrado pela frente e ainda não tivemos o filme todo exibido.
Estão todos sob suspeição e as guerrilhas políticas já colocaram os soldados em campo: o alvo, a eleição presidencial de 2026.
Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos, já que o enredo começa em 2019.
Temos, neste trajeto, situações menos dramáticas, mas ainda assim explosivas, como a Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados e, também, artilharia pesada vinda das apurações e desdobramentos da CPI mista do INSS.
OUTUBRO custará a chegar e muito sangue irá derramar. Espero que não sobre só para a população brasileira pagar a conta, sem tempo para discutir problemas do país e tendo que votar raso neste ou naquele, apenas.
No tempo entre hoje e as eleições, temos o respiro da Copa do Mundo. Tomara seja de mais de 4 jogos para nós. Não vejo a Copa como utopia; repito, apenas como respiro no mar de sangue em que nos encontraremos.
Na terrinha, buscamos candidatos viáveis, identificados com nossa gente. Que apareçam munidos de currículo, com serviços prestados e senso de chance.
Tempo para qualidade e não quantidade; afinal, falamos de deputados estaduais e federais.
Que as experiências do passado sirvam de lição para o presente. E lembrem-se: Tiago e João, filhos de Zebedeu, desejaram os lugares à direita e à esquerda de Jesus. Mas o verdadeiro privilégio nunca esteve nos lados, e sim na caminhada.
Karim Abud Mauad
karim.mauad@gmail.com