Quem viu as comemorações de 7 de Setembro na TV, assustou com tamanha estupidez e falta de segurança, assistindo jovens mascarados com disposição para enfrentar a polícia, praticar depredações e atos de vandalismo.
Foram colocadas nas redes de TV as imagens dos “Black Bloc”, que defendem protestos violentos e ataques a símbolos do capitalismo, mas na verdade não passam de um bando de arruaceiros, bandidos disfarçados de manifestantes chutando motos de policiais e querendo linchá-los.
Vimos cidadãos sendo atropelados por carros que fugiam de “manifestantes” armados de arsenais a serem usados contra policiais e quem encontrassem pela frente. Dentre os arsenais vimos: estilingues para lançar pedras e esferas metálicas de rolamentos; zarabatanas para soprar canudinhos com pontas de alfinetes e pregos; coquetéis “Molotov” – uma arma química incendiária; além de pedras, garrafas, madeira, correntes com garfos, facas e outros materiais cortantes.
Realmente a insegurança reina em nossas vidas. Até aqui em Uberaba, no sábado, foi montado um esquema de guerra para realizar o desfile da Independência – (independência?), obrigando a quem quisesse ver o desfile, a andar mais de um quilometro para ir e voltar ao carro, independentemente de ser criança, jovem, adulto ou idoso. Aqueles com dificuldades de locomoção, pela idade ou por problemas de saúde, e queriam participar da festa cívica, desistiram. Inexistia uma arquibancada tipo “sambódromo” para o cidadão ou mesmo um só lugar para sentar no palanque das autoridades.
As imagens confirmam que hoje a maior preocupação da população brasileira é a segurança pública e, assistir a mídia dar o maior destaque nos principais jornais com imagens de soldados correndo com arma e cassetete nas mãos, carros de polícia sendo pichados com palavras de ordem; postos policiais sendo baleados; policiais dando declarações que existe o medo de irem para suas casas usando farda, é deprimente e ao mesmo tempo assustador.
Enquanto de um lado, a (in)segurança pública dá Ibope na mídia com imagens, debates e discussões “acaloradas”, do outro lado assistimos de camarote, que as ações públicas sempre estão em um círculo vicioso, repetindo as velhas fórmulas obsoletas, ultrapassadas e inadequadas no enfrentamento da violência.
Com uma ajuda constante e “competente” dos Direitos Humanos, a escola do crime evoluiu, enquanto o combate à criminalidade regrediu e a apatia de nossos deputados“bonecos” exploradores do dinheiro público, viajam sempre a Brasília, para nada fazerem de concreto a favor do povo e ficarem “trabalhando” em benefício próprio, pois não convém a esses velhos dinossauros da política criar leis obrigando o Poder Executivo a investir de forma concreta em educação e segurança, pois o restante virá como consequência, em forma de progresso.
Afinal, lembrando Charlie Brown Jr., o tempo passa e um dia a gente aprende. Há tanta gente equivocada fazendo mal uso da palavra, pois falam, falam o tempo todo, mas não têm nada a dizer. O tempo é rei, a vida é uma lição, mas infelizmente a gente tem que tá ligado o tempo inteiro; ligado nos pilantras e também nos bagunceiros e a gente se pergunta por que a vida é assim?
Marco Antônio de Figueiredo
Articulista e Advogado
Pós-Graduado em Ciências
Políticas pela UFSC
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