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Candidato do PSP

Marco Antônio de Figueiredo
Publicado em 30/01/2026 às 15:18
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Estava aqui analisando e cheguei à conclusão de que existe um candidato que nunca perde uma disputa.

Esqueça o MBA, aquela certificação cansativa que exige de você anos e anos estudando, seja lá qual curso superior ou experiência profissional você tenha.

Se você quer realmente ver a cor do bônus sem precisar de ônus ter o título de “chefe ou Diretor”, o segredo não está no seu intelecto, mas na elasticidade da sua coluna vertebral e na umidade da sua língua.

No ecossistema corporativo, a competência é um acessório fora de moda, quase um estorvo, pois, na verdade, o que importa é a arte milenar de lubrificar o ego alheio.

O “Puxador de Saco Profissional” (PSP) é um espécime fascinante que habita no dia a dia nos corredores para mostrar que está presente, comparece nas salas de reunião, sempre pronto para soltar um “Genial, chefe!” antes mesmo do CEO terminar de proferir uma asneira colossal.

Enquanto os pobres mortais, com conhecimento técnico, “ralam” e “se matam” de trabalhar, o PSP está ocupado estudando o tom de voz do CEO ou descobrindo qual o tipo de “agradinho” faz o “gerente” sorrir. Ele não entrega resultados; ele entrega “dopamina pura” para quem está no topo.

A promoção por “osmose de bajulação” ou “promessas feitas em “campanhas promocionais” funcionam através de uma física simples do quanto mais você infla o balão do ego superior, mais alto você sobe...

Não importa se o sujeito não sabe distinguir um PDF de um JPEG; se ele souber rir das piadas sem graça do CEO, ele já está com um pé no tapete vermelho.

É uma simbiose picante: o CEO, carente de validação, encontra no “puxa-saco” o espelho que sempre diz o que ele quer ouvir.

O que podemos ver e enxergar nos dias de hoje é que os “ecossistemas coorporativos viram um grande baile de máscaras onde o suor do trabalho foi substituído pelo brilho do óleo de peroba, onde o incompetente é promovido sempre por ser um mestre da “bajulação, pois o superior se sente um semideus grego.

Enquanto isso... a meritocracia agoniza num canto escuro e o “puxador de saco” floresce como a única via rápida para o sucesso. Afinal, por que ser útil quando se pode ser agradável? Infelizmente, a competência gera cobrança enquanto a bajulação gera promoção.

Concluindo, o PSP sempre vai estar tranquilo, pois sabe que sua língua trabalhou muito mais que seu currículo, e o resultado está lá: um cargo de chefia e um salário de dar inveja a quem realmente trabalha e tem conhecimento daquilo que está fazendo.

 Marco Antônio de Figueiredo

Articulista, jornalista e advogado

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