O cerimonial público não é apenas um conjunto de regras. É o instrumento silencioso que sustenta a legitimidade, a ordem e o respeito nas relações.
Enquanto muitos veem apenas discursos, bandeiras e autoridades, o profissional da área de cerimonial enxerga o que existe por trás de cada gesto: o símbolo, a intenção, a história e a responsabilidade institucional.
O cerimonial público é a ciência que transforma encontros em solenidades e solenidades em memória coletiva.
É ele quem organiza o caos, que dá forma ao protocolo, que cria fluidez se houver tensão e que assegura que cada pessoa, da autoridade ao cidadão comum, seja tratada com dignidade.
Em um país de diversidade, desigualdades e múltiplas realidades sociais, o cerimonial público assume um papel ainda mais precioso: garantir que o ato seja inclusivo, acessível e verdadeiramente representativo.
O cerimonial é o guardião do respeito. É o olhar atento que percebe necessidades especiais, que adapta o roteiro, que orienta a equipe, que estende a mão antes mesmo que o convidado saiba que precisa.
É o trabalho invisível que faz tudo parecer fácil.
É planejamento, técnica e sensibilidade.
É a soma de precedência, legislação, experiência e empatia.
O Cerimonialista vai além dos eventos. Ele cria ambientes de segurança institucional, protege a imagem pública, preserva tradições, constrói pontes e cuida de detalhes capazes de elevar ou comprometer todo um ato.
No centro de tudo isso está uma verdade: Quando o cerimonial funciona, a democracia respira com mais força.
Porque cerimônias bem conduzidas fortalecem instituições, valorizam autoridades e, principalmente, respeitam as pessoas.
Cerimonial público é missão!
É vocação! É serviço! É técnica! É entrega!
E para quem vive essa profissão, assim como eu, com paixão e propósito, o cerimonial é mais do que um trabalho: é a arte de transformar cada evento em um marco, cada protocolo em significado e cada detalhe em respeito.
É a arte de honrar pessoas e dar sentido aos atos oficiais. Como sabiamente diz a presidente da Academia Internacional de Cerimonial e Protocolo e diretora de Relações Internacionais da Academia Brasileira de Cerimonial, Eliane Ubillús, “Cerimonial não é frescura, é postura, respeito, imagem e ordem”.
Regiana Esquiante de Figueiredo
Secretária Executiva/Cerimonialista;
Membro do Comitê Nacional de Cerimonial e Protocolo - CNCP;
Organización Internacional de Ceremonial y Protocolo – OICP, e Associação Brasileira de Profissionais de Cerimonial - ABPC