ARTICULISTAS

Manual de sobrevivência na selva

Renato Muniz
Publicado em 16/12/2024 às 18:52
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Desde criança, eu me interesso por histórias que se passam nas selvas, campismo, montagem de barracas, expedições e descobertas na natureza dita selvagem. Agradam-me as descrições de cachoeiras, montanhas, praias desabitadas – que não existem mais, é pena! Gosto de ler relatos de viagens, de aventuras de pessoas que cruzam regiões inóspitas, matas densas e desertos. O tema é infinito e agradável, para quem gosta. Filmes, livros, revistas em quadrinhos, reportagens e conversas sobre o assunto despertam minha atenção. Guardo até hoje, com devoção, alguns volumes da coleção do Tarzan, livros escritos pelo norte-americano Edgar Rice Burroughs e traduzidos pelo Monteiro Lobato. Depois, vieram outros livros, nacionais e estrangeiros, escritos por homens e mulheres, ficção e histórias reais.

Leio tudo o que posso sobre o Xingu, a Amazônia e as viagens dos naturalistas que vieram ao Brasil no século XIX. Li com entusiasmo quase juvenil, e eu era jovem, muitas histórias que se passavam no continente africano, infelizmente espoliado pelas potências coloniais europeias a partir das grandes navegações e das incursões feitas para traficar pessoas a serem escravizadas nas Américas. Além do aspecto trágico e inaceitável da escravidão, chamaram-me a atenção a selva, os rios, os grandes animais das savanas. Devorei gibis, como os do Fantasma, do Tintim, do Asterix, entre outros, muitos deles eram histórias de viagens. Adorei, e recomendo, “As viagens de Gulliver”, de Jonathan Swift, e “A ilha do tesouro”, de Robert Louis Stevenson.

Sem deixar a literatura de lado, uma coisa que sempre me desperta a atenção são as “dicas” de viagem e as recomendações de alimentação, passeios, transportes, compras e segurança, etc. Caminhando nas ruas de uma cidade qualquer, gosto de observar o comportamento dos pedestres e como fazem para se manter a salvo. Examino como atravessam a rua e como se comportam numa fila, os critérios para escolha de um bom local para comer um prato de comida sem o risco de uma intoxicação alimentar. Faz parte das viagens conhecer pessoas, lugares e comidas típicas; senão, qual é a graça?

Certa vez, em Lisboa, empanturrei-me de alheira, um embutido defumado, tipo uma linguiça, cujo recheio é feito com diversos tipos de carne, pão e condimentos. Fui posto fora de combate, a viagem quase acabou ali. Tive de abandonar deliciosos pratos para ficar com sopas e caldinhos, enquanto os companheiros de viagem se deliciavam com a boa culinária portuguesa.

Proteger o estômago e a bolsa é fundamental para sobreviver nas selvas urbanas. Saber onde guardar a carteira, o celular e os documentos é um procedimento imprescindível. Hoje, celular e documentos são quase sinônimos. Talvez seja preferível perder os documentos e salvar o celular. Fugir de alagamentos é outra providência necessária. Evitar atropelamentos também. As ruas não foram feitas para pedestres. Nessas horas, sinto-me um minúsculo liliputiano. E você, tem alguma boa dica de viagem?

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