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O que te preocupa?

Renato Muniz B. Carvalho
Publicado em 30/03/2026 às 18:19
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Quais são as suas preocupações neste momento? Doença, amor, viagem, dinheiro? Se não quiser comentar, não tem problema, não vou ficar chateado com você. Se quiser falar, fique à vontade. Considero-me um bom ouvinte, mas não sou de nenhuma área específica, não tenho competência para emitir juízos ou identificar distúrbios. É preciso reconhecer que algumas pessoas têm extrapolado sua jurisdição nos últimos tempos. Discordo de práticas pouco éticas, mas não cabe a mim julgar os culpados, muito menos perdoá-los, não me agradam os tribunais da Santa Inquisição. Enfim, se me permite, posso apenas dar palpites, quem nunca?

Voltando ao assunto: o que te perturba? São as mudanças climáticas? Preocupação relevante e necessária. Não dá para negar que o nosso planeta está sendo afetado. Chuvas intensas, aquecimento da atmosfera acima da média dos últimos anos, derretimento de geleiras, secas acentuadas, enchentes, deslizamentos de encostas e situações semelhantes têm provocado grandes estragos. Pobres dos atingidos. Falando nisso, a “culpa” não é dos desabrigados nem da “natureza”. Combinado? O clima está mudando, mas tem gente que nega, refuta, não acredita, etc. Não discuto religião nem opinião. Ou faço troça ou busco argumentos baseados em dados, em informações confiáveis. Conciliar ciência e crença não faz meu tipo.

São outras coisas? Situações graves, infelizes, inconcebíveis, como o feminicídio? Sim, de pleno acordo. Atitude indefensável, não dá para aceitar, impossível não combater. Faltam políticas públicas para mudar as circunstâncias que levam aos ataques contra mulheres. Faltam discussões amplas sobre o assunto. Não dá para tergiversar. Não sabe o que é isso? É cair fora, ignorar o tema, virar de costas e fingir que não é com você. Preocupa, sim, te dou toda a razão.

Alarmado com o que você come? Gostaria de comer alimentos saudáveis? É um direito da população, você não está sozinho nessa. Não somos formigas ou pernilongos, muito menos baratas, para nos sujeitarmos a venenos. Cá entre nós, nem insetos merecem esses produtos que alguns querem nos empurrar goela abaixo. Muitos venenos já foram banidos em vários países, foram proibidos, mas nós ainda somos obrigados a ingeri-los. E mais: eles contaminam o ambiente, matam abelhas, poluem a água que bebemos. Eu compartilho com você essa preocupação.

Não acaba aí. A relação de problemas é grande, e isso aumenta a preocupação da maioria das pessoas, entristece, causa depressão e desânimo: violência urbana, crianças desprotegidas, velhice desamparada, falta de praças e de parques, transporte público insatisfatório são algumas das questões que exigem atenção. Como se constata, motivos não faltam para termos preocupações. Parece proposital.

Para encerrar, é inevitável falar dos conflitos internacionais, da insegurança causada pela prepotência e pela ganância de algumas tristes figuras. Mesmo aqueles que se recusam a enxergar o tamanho da encrenca em que posturas autoritárias nos meteram, saibam que será complicado alterar o precário equilíbrio geopolítico antes existente. Se essas coisas te preocupam, estamos juntos.

 Renato Muniz B. Carvalho

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