Prever o futuro não é tarefa fácil, embora seja coisa corriqueira e um tanto óbvia. Muitos tentam e até ganham dinheiro e fama por conta dessa curiosa atividade, principalmente quando acertam. Você já fez alguma previsão? Acertou ou errou? Se acertou, conta para a gente; se errou, vá estudar mais um pouquinho, numa boa!
O que dá para fazer no terreno das previsões? Acertar números é relevante, principalmente em tempos de apostas que mobilizam meio mundo. Se souber, diga logo os números do próximo concurso. Que tal adivinhar os gols da partida de futebol, quem vai marcar e qual será o placar final? Corridas de cavalo, briga de galos, jogos de baralho, boliche e bocha também valem, até dominó, se você não for muito exigente. Acho que o xadrez se enquadra em outra categoria e não seria elegante torcer numa partida tão circunspecta.
Se as pessoas tivessem se dedicado melhor a estudar a história, talvez pudessem imaginar um futuro melhor. Se olhar para o passado não é fácil, muito mais difícil é tentar desvendar o amanhã. Erramos feio.
Imagine que estamos no ano de 2076 e as coisas não andam bem. Aquecimento global, mudanças climáticas, aumento da poluição atmosférica, regimes totalitários e episódios de autoritarismo certamente assustam os habitantes desse tempo. Terá sido por falta de aviso? De pouco adiantará consultar a previsão do tempo antes de sair de casa, como muitos fazem hoje. Todo mundo já vai sair de casa com uma mochila cheia de casacos, capas, cachecol, guarda-chuva e até um pijama sobressalente, vai que não dá para voltar para a casa devido à enchente monstruosa que pode arrasar a cidade inteira.
Água, então, nem se fala. Não terá sido por falta de aviso. E se o público resolver apostar em pessoas que não acreditam em orçamentos nem em explicações científicas? Resultado: faltará água, sem contar a degradação dos mananciais. Aliás, falando em hipóteses, tem gente que nunca acreditou na ciência. É um risco falar isso, mas o futuro anuncia o crescimento de doutrinas religiosas de tal forma virulentas que será perigoso andar por aí sem decorar umas seis ou sete orações de diferentes matrizes. É para o caso de abordarem o cidadão na rua e resolverem questionar suas crenças ou a falta delas. Não dar bandeira e dizer logo que você é devoto de alguma das principais religiões do mundo pode atenuar as contendas.
Acreditem, até as escolas podem desaparecer, virar instituições obsoletas. Nesse futuro distópico, bastará saber como funciona o celular. Estará tudo lá, confia! Tudo o que você precisará saber, desde assar um bolo até consertar o brinquedo do seu sobrinho, milhares de receitas de sopas, vídeos que ensinarão o público a lavar roupas, como pegar o ônibus, como usar garfo e faca, etc. Vai facilitar muito a vida de todos. E se o celular pifar? Pois pode apostar: danou-se!