Este aqui é por ser proprietário de veículo automotor. Esse outro é por ser proprietário de imóvel predial; já esse outro aqui é por ter prestado serviços profissionais “de qualquer natureza”; e mais este... e mais este...
Nos céus, no campo, nas cidades, sobre algumas mansões bilionárias e centenas de favelas miseráveis, a sinistra teia de impostos paira esmagadora.
Às vezes, eu imagino existir uma equipe muito bem treinada, reunida em um daqueles prédios sombrios de Brasília, que passa o dia com a lupa na mão esquadrinhando onde mais meter o garfo nas já descarnadas nádegas dos contribuintes.
Como que em um ato de teatro pastelão, aliás muito sem graça, a cada momento um integrante dessa equipe salta da cadeira num “eureca” retumbante. E assim vão nascendo coisas como ISSQN, IR, IPVA, IPI, ICMS... IPQP!
Perdoe, leitor, o desabafo, mas é que a gente precisava pelo menos ver um mínimo de retorno! Os serviços devolvidos por nossos queridos “entes públicos” nunca aparecem e, quando aparecem, são de uma qualidade vergonhosa.
Com algumas raríssimas exceções, o país tem estradas vergonhosas; Ensino Fundamental muito ruim – entre os 81 países avaliados estamos em 62º no PISA, abaixo de Jamaica ou Costa Rica. Temos uma estrutura de saúde equivocada e deficitária e um sistema de segurança que é a glória e alegria das facções criminosas.
Segundo dados recentes da “Transparência Internacional”, somos um triste destaque entre as nações mais corruptas do mundo. Se houvesse um instituto de “Criatividade Estatal”, certamente seríamos campeões. Haja imposto!
Cobrar impostos é dever de quem governa. É a contribuição que permitiria a todos o acesso à boa qualidade de vida. Mas viver no Brasil é como fazer uma viagem de carro entre Uberaba e Nova Serrana pela pedagiada BR-262. Você paga para ter acesso ao inferno.
Um “poucão” a menos de idade, um pouquinho a mais de coragem e eu diria “adiós” a este suplício em forma de país. Tem muita coisa melhor aí no Atlas!