Tenho uma admiração enorme pelo espírito resiliente do homem Lula da Silva. A tenacidade nordestina, a perseverança de “menino furão”, daqueles que nunca desistem. Acho-o deplorável como líder partidário e presidente, por permitir verdadeiras barbaridades administrativas de seus correligionários e apoiadores.
Tenho muita admiração pelo espírito patriótico do capitão Bolsonaro. Apesar de suas bravatas e seu macarrônico estilo, sinto que ele realmente agiu bem intencionado quando no posto presidencial. Mas não o julgo, absolutamente, capaz de conduzir com eficiências as rédeas de qualquer governo.
Nosso país está aí. Tem essa encruzilhada pela frente, ou seja, escolher o menos ruim, porque nenhum serve. Evidentemente estou considerando que, se governar, o senador Flávio será como que uma extensão do pai.
Essa polarização é de amargar. É escolher entre leite de magnésia ou óleo de rícino.
Escutei, com muita atenção, as previsões do senhor Gabriel Galípolo (Banco Central) na semana passada. E li, também atenciosamente, um longo artigo do ex-ministro da Economia, Paulo Guedes. São de correntes diferentes, “polarizadas”, mas concordam num ponto: o país não vai crescer neste ano e nem no ano que vem. E isso tem muito a ver com a guerra política que aqui se instaurou.
Minha esperança é que ainda surja uma, pelo menos uma, liderança confiável que consiga reunir (unir outra vez!) a nós, brasileiros, em torno de nosso destino. A gente se cansa de ver o Brasil patinar na estrada dos séculos.
O país que exporta sua produção nativa para recomprá-la depois, pagando vinte vezes mais, sob forma de manufaturados.
O país onde se torce pelo sucesso de empresários chineses, ou norte-americanos e tributa sem piedade os de casa.
O país que trata sua população, principalmente os jovens, como mercadoria de terceira, ao invés de investir tudo no potencial desses meninos.
Um novo líder! Quem sabe?
A ocasião é propícia! Época de eleições.
Muito embora os institutos de pesquisa indiquem que o resultado virá é dessa conta polarizada, decidi injetar em mim mesmo uma gota de esperança.
O universo talvez conspire um pouco a favor da gente e esse território eleitoral nos ofereça um líder à altura, com o condão de pacificar e, principalmente, catapultar o Brasil.
Você, querido leitor, olhou de lado, não? – Deve ter murmurado: “sonha, Marcelino!”... eu sei. Mas é o que me restou. Sonhar!