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Percepção do Cotidiano: saúde mental

Vania Fonseca
Publicado em 14/01/2026 às 22:00
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Atualmente, o ser humano tem ousado posicionar-se como super-herói diante da lógica dos algoritmos que lhe trazem poder. Frente ao avanço tecnológico, ampara-se à crença de estar evoluindo, a qual pode ser ilusória. E, dentro do mar de apelos que inundam o ambiente virtual, sobressai a busca pela melhoria individual! Contudo, questiona-se, aqui, o quanto o indivíduo pode estar imerso em erro de percepção da realidade, pelos sentidos ou pela mente, quando invoca auxílio a restos de doutrinas que, anteriormente, se mostraram como soluções perfeitas para problemas da humanidade.

Diante desta dúvida, é visível pelas novas mídias da tecnologia de informação e comunicação que a prática para a cura induz à convicção de que evoluímos, porém não em relação ao domínio emocional. Neste quesito, o pensamento volta-se ao reinado de Nero – imperador romano de 54 a 68 d.C. que focou a diplomacia, o comércio, o sucesso militar contra o Império Parta (potência iraniana da Pérsia Antiga), a repressão da revolta dos britânicos e a perseguição aos cristãos. Nero é associado à tirania, à extravagância, à execução de sua mãe (pt.wikipedia.org/wiki/Nero, 2026).

Esta figura histórica é lembrada por José Padilha – comentarista do UOL News, no vídeo “É preciso entender as loucuras da cabeça de Trump”, ao analisar a política atual dos EUA. Padilha cita o artigo “A loucura do rei louco”, de Paul Krugman, escrito no Substack, que expõe a visibilidade das falas do presidente Trump (“nós somos donos do hemisfério”) geradoras de questionamentos quanto aos seus atos e política estatal embasados na Doutrina Monroe (1823). Porém, Krugman convida à mudança da direção deste olhar para a “sua loucura em vista de seu ego do tamanho de um bonde, fragilidade perante a crítica e funcionamento de um gangster psicopata”, capaz de fazer o que pensa, independentemente da legalidade dos métodos para satisfazer seu prazer pelo poder, semelhante a Nero.

De acordo com Deepak Chopra (1946), em “O efeito sombra” (p. 21-29), “o lado obscuro da natureza humana viceja na guerra, na dificuldade e no conflito”; é vivenciado pela “dualidade do bem e do mal”; é representado “pelos sentimentos de raiva, medo, insegurança, inveja e sexualidade”, os quais, se reprimidos, iniciam o massacre de si mesmo. Nesta estação, o indivíduo está “preso em uma névoa de ilusão”, dentro da qual “não existe nada além da fissura e o terror de não conseguir satisfazê-la”! Todavia, a realidade pode vir à tona pela clareza da consciência não dividida em conflitos internos e aberta ao nascer de um mundo novo – “fundamental a nossa sobrevivência”!

Para terminar, continuo em Chopra ao escrever: “a sociedade tem seus ganchos invisíveis em todos nós. Você se torna um pacifista em tempos de guerra. Essa é uma escolha individual”.

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