ARTICULISTAS

Percepção do cotidiano: Um retrato de época

Vânia Fonseca
Publicado em 15/10/2026 às 18:57
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Estamos às vésperas do encerramento de um ciclo político em meio a escândalos e promessas! Novos representantes (presidente, senadores, governadores e deputados) serão eleitos às portas, também, de mudanças climáticas, tecnológicas e socioemocionais, entre outras previstas pelas ciências e bolas de cristal de gurus que invadem os lares dos brasileiros!

O agora permite o olhar para a impotência do indivíduo perante os projetos de interesse público. Questiona-se valores éticos e vulnerabilidades da maioria sofrida diante da frágil empatia e solidariedade de governantes e súditos interesseiros. Bolsa de valores em alta, juro e dólar em queda – ilusão que prioriza os interesses econômicos de poucos em detrimento da vida de muitos!

Diante da análise do custo-benefício que busca satisfação a partir de recursos limitados, admite-se que esta regra poderá custar a miséria para muitos e acumulação de riquezas para poucos. Teme-se o impacto econômico e social decorrente da diminuição de atividades produtivas, respingando na geração de emprego e renda das pequenas empresas.

A luta é ferrenha para se conquistar o equilíbrio emocional e psíquico diante das disputas entre cidadãos comuns, que se portam como reis em busca de milhões de reais, “curtidas” ou aplausos. Há manifestações de opiniões em torno da existência da vida na Terra e no universo afetivo de cada moradia. A rotina diária é movimentada por surpresas, decepções e cansaço de notícias com títulos vazios que não as representam! O Brasil – “coração do mundo, pátria do evangelho” (Humberto de Campos, por Chico Xavier. 1938) é alvo da ganância, principalmente, dos Estados Unidos e de brasileiros que vendem a própria alma para se apoderarem de vantagens ilícitas.

Enfim, estamos capengando em conflitos com diferentes matizes! O rei Leão perde seu status para o “ser” humano desequilibrado e infiel a si mesmo, dentro da natureza que grita suas intempéries. Sobrevive-se ao clímax das angústias! Uma luz é ofertada por Leonardo Boff, ao escrever “A águia e a galinha, a metáfora da condição humana” (1997). Nesta obra, Boff, teólogo e filósofo brasileiro, considera que a convivência social democrática envolve diferenças de origem, cultura, etnia, gênero, religião e opinião. Contudo, é conquistada pelo respeito mútuo, que é condição necessária para a paz e o exercício da cidadania

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