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Assediado moralmente...

Continuo respirando pela graça e com a graça

Leuces Teixeira
Publicado em 11/04/2013 às 20:07Atualizado em 19/12/2022 às 13:43
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Continuo respirando pela graça e com a graça do Criador, pela alegria de muitos e tristeza de poucos. Não tem sido nada fácil. Li e reli com muita surpresa e espanto a entrevista do ilustre cardeal petista publicada ontem no jornal Folha de São Paulo, o ex-ministro do Lula, o mensaleiro José Dirceu. Digo mensaleiro porque foi processado e condenado pela Suprema Corte da Justiça brasileira – STF, a dez anos de prisão. O amigo leitor sabe que sou advogado criminalista, professor de Direito Penal e Processual Penal; não tenho o brilhantismo e a cultura dos ilustres advogados que atuaram no caso do mensalão. Todavia, mesmo a distância, acompanhei e acompanho o desfecho da ação penal 470 – o caso do mensalão. Digo desta maneira porque do contrário os PeTralhas ficam magoados com a maneira como falo! Não fui o criador destes adjetivos, alguns inclusive já incorporados no idioma pátrio. Assim, sob a minha modesta ótica, entendo pertinentes algumas observações. Na altura do campeonato o ilustre cardeal petista dizer que foi assediado moralmente pelo ministro Luiz Fux, posso até acreditar nesta piada. Daí, ilustre companheiro Zé – permita-me chamá-lo de Zé –, qual a razão de não ter colocado a boca no trombone na época em que foi assediado? Essa pergunta, Zé, você não respondeu e não responde! Ah..., acredito, como advogado criminalista, que o Zé acreditou na promessa do Luiz, não do Luiz Inácio, mas do Luiz Fux. Se tudo isso que está sendo publicado for verdade, posso afirmar sem titubear: tanto um como o outro são pessoas da pior qualidade, sem caráter, verdadeiros bandidos do colarinho branco. O primeiro tão bandido em ser assediado e nada falar na época; o segundo em prometer absolvição, pois nada via de criminoso na conduta do Zé.

Caro leitor, diante desse toma lá dá cá, nós, simples mortais, fazemos a seguinte indagaçã será que existem outros ministros na Suprema Corte que comportaram da mesma forma? Ou seja, existem outros Fux (s) na Suprema Corte da Justiça brasileira? Não tenho a resposta na ponta da língua, mas fica a dúvida. Será que não passou da hora desse critério de escolha ser abolido? Alguém duvida do critério de preferência pessoal, aliado, ao político.

Alguns dizem que, quando da escolha do Lula por Joaquim Barbosa, foi no sentido de algo de impacto na sociedade brasileira. E foi. Um cidadão vindo de uma família sem tradição jurídica, pobre, afrodescendente e estudou com muita dificuldade. Deu certo, muito certo.

A sociedade brasileira aplaude e agradece. Hoje, os PeTralhas acham que foram traídos, bem feito! Já com relação a  Fux, o Zé Dirceu, se fux deu, entendeu? Não! Leia tudo novamente.

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