O caminho mais fácil é tentador, mas pode não ser o mais interessante, que tenha mais paisagens...
O caminho mais fácil é tentador, mas pode não ser o mais interessante, que tenha mais paisagens e cores, mais experiências e lições necessárias. Sugere não permitir que se esforce o suficiente para adquirir sabedoria. O desvio pelo mais brando constitui-se num atalho do existir que causa limitações. Consuma-se mais rápido para algum êxito eventual, mas traz o inconveniente da associação com a mediocridade. Sugere a covardia, o oportunismo. Projeta ilusão, guarda armadilhas. O jeitinho tem custo! O caminho correto, sem atalhos ou sem contornos absurdos - neste caso daqueles que nunca querem chegar -, deve ser o exato percurso da construção da sua existência, que não pode ser relegada para não ser postergada. Esse trecho tem que ser transposto passo a passo para que chegue pleno e pronto ao seu destino. Nada de aborto, nada de suicídio... A tendência ocorre se chegar logo, cumprir o trajeto apenas pensando no início e no fim. Porém, simplesmente seguir até o desiderato por meio de atalhos, por conforto ou ansiedade não produz os calos, os músculos necessários para seu adequado sustento. Não confronta com o medo, para superá-lo. É preciso promover e obter sua capacidade completa. Ninguém deve atalhar na vida. A pressa causa o tropeço que atrasa mais. A estrada de verdade, da verdade, exige a paciência do cuidadoso caminhar. Na sua senda tem que vencer intempéries e construir a existência real, cheia de situações do viver, com dores ou alegrias no processo do progresso, para não se passar em vão. Acate cada passo do seu caminho, um a um. Um a menos é perda. Não se estude por sinopse, não se construa em resumo. No doce ou no amargo, deguste sua vida como ela vier, sem fugas, sem subterfúgios. Assim estará aprendendo e evoluindo de fato, como quer a lei do universo. No caso, quanto mais atalhar, mais vai postergar. Aparências não bastam. Afinal, o caminho da vida não é medido com fita métrica.