ARTICULISTAS

Bendito exame da OAB – bis

Quero comentar, novamente, sobre o maldito exame

Leuces Teixeira
Publicado em 14/03/2013 às 19:49Atualizado em 19/12/2022 às 14:14
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Quero comentar, novamente, sobre o maldito exame da Ordem dos Advogados, ops! Maldito para os alunos preguiçosos, que não querem estudar e ficam enganando os pais durante os cinco anos de faculdade, festas e mais festas – praia jurídica, chopada jurídica, lual jurídico, cowboy jurídico, rodeio jurídico, semana do saco cheio jurídico, festa dos cem dias, setenta, cinquenta, e por aí vai....; mais ainda, preocupam com o exame quando faz o requerimento da prova. Trata-se do único instrumento que a OAB, Estado e a sociedade detêm no sentido de aferir como anda a situação do Ensino Jurídico. Defendi, defendo e vou continuar nessa linha de raciocínio, pois não existe outro caminho, pelo menos até o momento, no sentido de verificarmos a qualidade dos egressos oriundos das nossas faculdades. O bacharel, quando termina sua faculdade, vê um imenso terreno de possibilidades para exercer a profissão, inclusive, advogar!!! O aluno recém-saído de uma faculdade pega uma procuração de um determinado cidadão e vai pleitear em seu nome, vai lidar com bem muito caro em favor do seu cliente – patrimônio, honra, vida, liberdade etc. Aí é que começam os entraves, ou seja, o bacharel encontra-se em perfeitas condições de pleitear em juízo ou fora dele? Todos sabem do que estou falando. Uma demanda mal elaborada, mal formulada, pode levar o cidadão para um buraco sem saída, colocando em risco o seu cliente e toda sua família. Outorgar um instrumento de procuração é coisa séria, muito séria. Talvez o profissional não possua conhecimentos técnicos específicos que o caso requer. Eu não me atrevo a advogar na área previdenciária, direito de família, ambiental etc e etc. Sou advogado criminalista e não posso, jamais, dizer que entendo de tudo na área criminal. Nunca tive essa pretensão e audácia. O exame da OAB é por demais necessário, extremamente necessário. Se existem erros no tocante à sua aplicação, vamos ver onde está o erro e consertar. Agora, querer agir da forma como estão querendo nossos Congressistas e outros palpiteiros de plantão, não concordo e nossa entidade deve posicionar-se. Ou seja, abolir o exame, abrir a porteira e deixar o circo pegar fogo. Não, leitor. Nos idos de 1998/2000, tínhamos em torno de 200 faculdades; hoje, 1.250. Imagine a qualidade desse enorme contingente. Basta olhar o resultado dos últimos exames. O último, que ainda não foi finalizado, ou seja, ainda está na segunda fase, teve índice de 83% de reprovação na primeira fase. Nos finalmente, o percentual de aprovação vai ser em torno de 10%. Com um quadro desses e os Senhores Congressistas  querendo abolir o exame, não posso concordar. Finalizando, o leitor sabe que sou professor universitário, daí faço uma observaçã numa sala de aula com 40 alunos, no último período, aponto com muita facilidade os 30%, ou seja, os 12 alunos que serão aprovados na primeira e segunda fase, como também, os outros 40% que terão de fazer, no mínimo, um ano de cursinho preparatório; os 30% restantes, só DEUS sabe o que vai acontecer! Com a palavra os palpiteiros de plantão com um quadro caótico dessa estirpe e a sociedade indefesa.

(*) Advogado criminalista e professor universitário

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