O cartão amarelo foi introduzido no futebol, se não me falta a memória, após a Copa do Mundo de 1970. Esta punição sempre será contestada por dirigentes, torcedores e pelos atletas que fazem o espetáculo dentro do campo de jogo. Para que esta punição fosse de caráter universal, a Fifa introduziu o cartão amarelo passando a responsabilidade ao árbitro e seus auxiliares, sendo que o cartão bem aplicado teria como objetivo coibir a violência. No início tivemos muitas controvérsias na sua aplicação. Juízes erravam constantemente na sua utilização. Alguns erravam até nas anotações dos números das camisas. Outros deixavam para aplicar o cartão dentro do vestiário, quando, mesmo após findar o jogo, faziam o seu relatório e o entregavam no dia seguinte à federação. Os torcedores mais antigos, pra não dizer mais velhos, irão lembrar que nas finais de muitas decisões por este Brasil afora, os cartões amarelos eram zerados, ou seja, cartões da fase anterior eram perdoados quando o time classificava-se para a outra fase. Quantas vezes bons advogados entraram na Justiça e conseguiram liminares para atletas suspensos com o terceiro cartão amarelo, atuarem com base em um efeito suspensivo. Muitos jogadores, aproveitando-se da manobra jurídica, acabam por dar títulos a seus clubes. Hoje a aplicação do cartão está bem definida. Eles passam de uma fase para outra, ou seja, quando os campeonatos vão se afunilando, treinadores e comissões técnicas trabalham o grupo tanto na parte física e técnica, como na psicológica. Assim, a experiência de muitos campeonatos e decisões ao longo da carreira, credenciam para que mesmo pendurados com dois cartões amarelos, alguns jogadores consigam fazer dois, três ou quatro jogos decisivos. Advogados já não conseguem mais liminar ou efeito suspensivo do terceiro cartão amarelo. Hoje é lei e regra a ser cumprida. Os tribunais esportivos estão tranquilos quanto a isto. O Campeonato Mineiro neste domingo teve sua penúltima rodada. As definições, entretanto, ficaram para a rodada desta quarta-feira. O Uberaba, porém, já tem o que comemorar. Este ano foi muito diferente de 2008. O USC conseguiu dar alegria à sua apaixonada torcida; o torcedor sentiu confiança na equipe. Domingo, diante do Tupi, o time mostrou que tem futebol para ir mais adiante. Fez um primeiro tempo seguro. Criou diversas oportunidades, continuou no 2º tempo procurando vencer. Enfim, jogou uma partida diferente, com toques rápidos, jogadas trabalhadas e ensaiadas. Merecia melhor resultado – verdade é para ser dita. O USC jogou muito. Talvez o melhor jogo destes 3 últimos anos. Neste momento o USC está em 6º lugar, já classificado entre os 8 do octogonal. Já garantido no Campeonato Mineiro de 2010, com chances reais de passar as quartas de finais. Se isso acontecer, certamente virá a vaga para a Série “D” do Campeonato Brasileiro. Não poderia deixar este momento ficar no esquecimento do público e da imprensa que cobre o esporte uberabense. O treinador Pedrinho Rocha tem e muitos méritos. Ele, junto com este grupo, está conseguindo reviver bons momentos do USC. Pedrinho, eu como pessoa física, acho que você deu padrão de jogo ao time. Parece que sua defesa depois do jogo contra o Villa Nova adquiriu melhor entrosamento. Balduíno a cada jogo está mais seguro. Michel Cury percebeu que mais adiantado rende melhor, e o Danilo a cada dia ou jogo que passa fica com o coração mais colorado. Pedrinho, até amanhã, nos momentos que antecederão o jogo com o América, espero que já tenha a solução sobre os jogadores “amarelados” do Uberaba Sport. Futebol é uma caixinha de surpresas, cada jogo é uma batalha para o grupo, e um livro de aprendizado para o treinador novo que quer vencer na carreira escolhida. Ernani, estou aqui lembrando do sr. Rubens de Freitas, treinador experiente, esperto nas preleções, mexia com o ego da equipe. Quantas partidas o velho Rubens conseguiu ganhar no intervalo, na preleção. Pedrinho, sabe o que o Rubão faria, acho eu que colocaria uma urna para votação na entrada de BP com a seguinte pergunta para os torcedores que vivem o dia a dia do USC: dos 7 amarelos, quem não viaja para enfrentar o Mequinha? Dividiria esta grande responsabilidade, mesmo sabendo que você é corajoso Pedrinho. Se fosse o meu naça, eu daria minha opinião. Se o Lúcio me arguisse, eu diria: Lúcio deixa o Rogério e o Danilo em JK e vamos para o Mineirão vencer o Mequinha com Gustavo e Augusto César.