Uberaba teve 57 professores que realizaram curso de qualificação para educação antirracista em 2023. O número foi revelado por Maria Abadia Vieira, presidente do Conselho Municipal de Promoção de Igualdade Racial (Compir), durante entrevista no programa “De Frente Pra Notícia”, na Rádio JM.
Maria Abadia revelou que a qualificação dos profissionais da Educação é crucial para Uberaba e está dentro das ações estabelecidas desde o início do ano. “Em novembro nós temos a culminância de todas as ações planejadas. Primeiro com formação para os professores, tivemos reunião com a UFU e lá nós estávamos fazendo avaliação dessa formação porque ela é online, com 180 horas de carga horária e o conteúdo é lecionado por doutores e mestres. Então os nossos professores recebem uma formação com pessoas que praticam a educação antirracista no dia a dia”, expõe.
Abadia lembra que não há como a educação trabalhar a temática no âmbito educacional se o corpo docente não tiver essa qualificação. A educação da sociedade foi colocada por ela como um do fator responsável pelo aumento no número de casos de racismo denunciados aos órgãos competentes.
“Eu acredito que hoje as pessoas têm o poder de fala e o entendimento de que elas têm direito a falar quando foi atingida por um caso de racismo. Então a população, hoje, ela não sofre racismo abaixa a cabeça e vai embora. Na verdade, é um trabalho que eu acredito que vai muito da educação porque é a questão do protagonismo. Colocar a pessoa a entender o que é racismo, o que não é e elas não devem ficar caladas”, explana Maria Abadia.
Por fim ela classificou como positivos os avanços alcançados por Uberaba nos últimos anos na questão de igualdade racial.
No Brasil, a Lei 10.639 estabelece obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileiras nas escolas. A legislação completou, em janeiro deste ano, 20 anos de vigência e obriga o conteúdo ser lecionado para alunos do ensino fundamental ao médio.