Responsáveis pela área onde 47 famílias foram retiradas há um mês têm prazo até hoje para a retirada total dos entulhos que sobraram
Fot Neto Talmeli
Retroescavadeira iniciou ontem o trabalho de retirada de entulhos da área conhecida como Nova Estrela
Empresa de construção civil, proprietária da área que até o mês passado era ocupada pela comunidade Nova Estrela, iniciou ontem a operação para a retirada do entulho. A sujeira é resultante da demolição das casas deixadas pelas 47 famílias que ocupavam o local. O processo de reintegração de posse se deu no dia 18 de junho, mas o prazo de 30 dias dado pelo Departamento de Posturas para a limpeza do terreno termina hoje.
No início do mês, moradores do bairro Vila Ozanan entraram em contato com a redação do Jornal da Manhã para reclamar do problema. A preocupação se devia ao acúmulo de lixo, composto não só de restos de construção, mas também por roupas, pedaços de madeira e outros materiais, como colchões que ficaram para trás, favorecendo a proliferação de ratos e animais peçonhentos. Na ocasião, o Departamento de Posturas informou que estava acompanhando o caso, mas que o proprietário da área ainda estava dentro do prazo.
Na manhã desta segunda-feira (20), um trator iniciou a remoção do lixo e entulho. Questionado pela reportagem, o diretor do Departamento de Posturas, Renê Inácio de Freitas, esclareceu que está acompanhando a retirada do entulho do Nova Estrela. “Se até hoje não for retirado todo o entulho, o proprietário já será autuado de acordo com a Lei nº 10.697, que dispõe sobre a limpeza urbana, conforme o tamanho do imóvel”, afirma.
De acordo com o diretor, os fiscais estão atentos também à destinação que será dada ao material recolhido pelos proprietários do terreno, a qual deve seguir o que determina o Plano de Gerenciamento de Destinação de Resíduos do município. “Eles terão que comprovar qual foi a destinação dada aos resíduos que estão lá e se ela foi correta. Ou seja, utilizar uma área com autorização do município, ou realizar o descarte na empresa autorizada a receber os resíduos de construção”, explica Freitas.