CIDADE

Abandono de praça no Frei Eugênio acarreta situação de insegurança

Presença de usuários de drogas e andarilhos incomoda os moradores; falta de iluminação e as árvores sem poda favorecem situação

Geórgia Santos
Publicado em 04/06/2014 às 21:20Atualizado em 19/12/2022 às 07:28
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Comerciantes e moradores no bairro Frei Eugênio pedem melhorias em praça e reforço na segurança. Localizada na avenida Hélio Luiz da Costa, a praça, que deveria ser uma opção de lazer para a comunidade, está cada vez mais perigosa. A presença de usuários de drogas e andarilhos incomoda os moradores e as condições do local, com a falta de iluminação e as árvores sem poda, favorecem a presença destas pessoas na área.

A comerciante Fátima Pinheiro de Andrade Fernandes conta que os moradores de rua e usuários estão inibindo a clientela e a loja precisa estar cheia de grades para reforçar a segurança. “Essa parece ser a reclamação em vários pontos da cidade. Durante todo o dia, à luz do sol ou até mesmo à noite, eles estão na praça incomodando as pessoas. Todos ficam com medo, pois encaram, pedem dinheiro e até perseguem. Já tentamos de tudo, pedimos reforço à Ronda Social, eles atendem, mas não é suficiente, sempre retornam à praça. Acredito que é preciso algo mais incisivo, viaturas da polícia dando voltas pela praça, ou algo neste sentido, de forma que afugente estas pessoas”, sugere a comerciante.

Por outro lado, Fátima acredita que investimentos na praça, como a melhoria na estrutura e da iluminação, podem ajudar. Algumas lâmpadas estão queimadas e as poucas que ainda funcionam não conseguem deixar o local um pouco mais claro. Os galhos das árvores mais altos tapam a luz e, por isso, é preciso fazer a poda. A reivindicação, segundo ela, foi repassada à Prefeitura. Entretanto, o serviço de iluminação é de responsabilidade da Cemig. Vale ressaltar que apenas as lâmpadas que estão em postes são de responsabilidade da empresa. Quanto às luzes ornamentais, a manutenção deve ser feita pelo município.

Parceria. A reivindicação foi repassada ao comandante da 5ª Região da Polícia Militar (5ª RPM), coronel Laércio Reis. De acordo com ele, a PM pode fazer pouco para ajudar a população quanto aos andarilhos, mas entende que este é um trabalho desenvolvido entre parceiros, isto é, a Prefeitura, a Guarda Municipal e a PM. “Nós atuamos no caso de ruptura da ordem, mas sabemos que se a polícia está presente, um posto como a Base Comunitária acaba afugentando as pessoas que vivem nesta situação de vulnerabilidade social. Mas não temos condições de nos colocar em todos os locais da cidade. Portanto, é preciso um trabalho, e isto já foi tratado em audiência pública, junto com a Guarda Municipal, que tem o dever constitucional de zelar pelo espaço público. Porém, assim como no nosso caso, o efetivo da GM também é pequeno. E, ao mesmo tempo, é preciso um trabalho social para receber e cuidar destas pessoas”, explica Laércio.

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