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José Peixoto, presidente da Aciu, diz que o projeto é uma alternativa para desburocratizar e agilizar acordos financeiros
A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba (Aciu) lançou ontem o programa “Acerta Contas”. O objetivo é oferecer um serviço de recuperação de créditos para o empresariado uberabense e devolver poder de compra aos consumidores, até então endividados. A iniciativa conta com a parceria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), da Fundação Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Sebrae, Sicoob, da Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem Empresarial, da Confederação das Associações Comerciais do Brasil e Federaminas e da Federação do Estado de Minas Gerais.
A negociação dos débitos será feita por meio de acordo conciliatório, realizado pelo Posto Avançado de Conciliação Extraprocessual (Pace) e homologado pelo TJMG. “O Pace já realiza conciliações de pendências financeiras em geral. Com o Acerta Contas estaremos oferecendo mais uma alternativa de desburocratizar e agilizar acordos financeiros. Quem deve, quer pagar e quem tem algum valor para receber, está disposto a negociar”, frisa o presidente da Aciu, José Peixoto.
Para a juíza da 3ª Vara Cível, Régia Ferreira de Lima, a conciliação é uma forma moderna e atual de solucionar conflitos desta natureza, além de ser uma ajuda ao Judiciário, que está abarrotado de processos. “O Pace já mostrou ser um sucesso e trouxe muitos benefícios à cidade. Agora, com o Acerta Contas, tenho certeza que será sucesso também”, ressalta.
A presidente da Fundação Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Uberaba), Morena Prais Sivieri, destaca que oferecer oportunidades para que os consumidores quitem suas dívidas é uma forma de devolver dignidade a algumas pessoas. “Vivemos diariamente a aflição do consumidor inadimplente. Quando uma pessoa deve, isso não afeta apenas o campo financeiro, acaba afetando o pessoal também. A iniciativa é válida e ficamos satisfeitos em representar os consumidores no projeto”, frisa.
Durante o acordo conciliatório, os consumidores receberão uma cartilha de educação financeira e algumas instruções sobre economia doméstica. Os consumidores em débito poderão parcelar a dívida e o pagamento ser feito mediante desconto em folha, com aval do devedor e do empregador.