Audiência de conciliação entre as federações de sindicatos de trabalhadores e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, intermediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), terminou em acordo, o que resultará no fim da greve. Trinta sindicatos, o que representa 96,7% da categoria, concordaram com nova proposta e assinaram Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2016.
Dessa maneira, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de Uberaba e Região (Sintect-URA), Wolnei Cápoli, avalia o ACT com positivo para a categoria. “Não ficou como a categoria queria, mas acreditamos que fomos bem contemplados. A entrega matutina é uma conquista que consideramos histórica, porque buscamos isso há muitos anos e agora até o final de 2016 temos garantido por parte da empresa que todas as cidades do Brasil farão entregas no período da manhã”, avalia o dirigente.
Da pauta financeira, foi definido o aumento de R$ 150 retroativo a agosto de 2015 em caráter de Gratificação Individual de Produtividade (GIP), de R$ 50 em janeiro de 2016 em caráter de gratificação, bem como a incorporação de R$ 100 da GIP no salário a partir de janeiro de 2016, de R$ 50 em agosto de 2016 e de mais R$ 50 em agosto de 2017, além de reajuste de 9,56% sobre os demais benefícios.
O acordo conta ainda com redução do compartilhamento do vale-alimentação de 0,5% para a Nível Médio 1-63, 5% para Nível Médio 64-90 e 10% para a Nível Superior 1-60. Foi decidido que não haverá desconto dos 13 dias em greve, mas os trabalhadores terão 90 dias para compensar as faltas em seu local de trabalho. Além disso, em 30 dias será formada uma comissão paritária para analisar o Plano de Saúde. Por fim, houve a reedição das demais cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015, incluindo o vale peru.