Secretaria de Meio Ambiente notificou lava jato para, no prazo de 30 dias, normalizar a situação. O prazo venceu entre 6 e 10 de setembro
Jairo Chagas
Jair dos Reis conta que a porta da casa dele não para limpa por causa da água suja que escorre do lava jato
Moradores reclamam que no bairro Residencial Morumbi toda a água descartada do serviço de um lava jato é jogada na rua Antônio Faria, esquina com a avenida Hamid Mauad. Há cerca de três anos, a água com mau cheiro, muitas vezes fica empossada por dias no meio-fio da calçada, prejudicando o comércio local, moradores e pedestres.
Depois de procurar solução com a Prefeitura Municipal por vários meses, o morador Jair dos Reis Silva decidiu procurar o Jornal da Manhã para questionar o funcionamento do lava jato que joga a água suja, proveniente da limpeza de veículos, na rua, sem qualquer tratamento. “O problema é que tem um lava jato na esquina e a água que usam lá vem toda para a rua. Ela desce não só danificando o asfalto como trazendo mau cheiro e todo tipo de sujeira também, desde barro até produtos químicos como querosene e óleo. A gente acaba de limpar a porta de casa passa um pouquinho e já está tudo sujo de novo”, reclama.
Segundo o morador, a denúncia foi feita à Secretaria de Meio Ambiente por moradores durante ações do Prefeitura no Bairro. Na época, a secretaria informou que o estabelecimento havia sido notificado e tinha 30 dias para normalizar a situação. O prazo venceu entre 6 e 10 de setembro e, de acordo com Jair dos Reis, nada mudou. Procurada novamente, o morador afirma que foi informado que a Secretaria de Infraestrutura deveria implantar uma boca de lobo para resolver o escoamento da água.
Procurado pela reportagem o subsecretário de Meio Ambiente e Turismo, Marco Túlio Machado Borges Prata, explica que no dia 6 de agosto uma equipe de fiscalização esteve no local. “Ela verificou que havia algumas questões que precisavam ser adequadas, como limpeza da caixa separadora de água e óleo, tampa da caixa, bem como a instalação de canaletas em torno do lavador. Como a caixa não estava com sua eficiência máxima e não há canaletas para recolher a água, os resíduos químicos estavam indo, de forma irregular, diretamente para a via. Foi dado prazo de 30 dias para que pudessem realizar as adequações conforme a nossa legislação. Agora, vamos voltar lá esta semana para ver se foi feito. Já está até no nosso planejamento de logística a ida dos fiscais, junto com equipe do Departamento de Posturas, porque também há questão de falta de alvará, para verificarmos o cumprimento ou não da notificação que foi feita”, esclarece Prata.
Caso as orientações fornecidas por meio da notificação não tenham sido cumpridas, o subsecretário afirma que o proprietário do lava jato poderá ser multado e dependendo da gravidade do caso, a atividade pode ser embargada e suspensa pelos fiscais ambientais e da Posturas, até o cumprimento das normas.