CIDADE

Alunos de Psicologia fazem manifestação por falta de professores

Alunos do curso de Psicologia da Universidade Federal do Triângulo Mineiro realizaram manifestação para reivindicar melhorias estruturais

Geórgia Santos
Publicado em 04/02/2014 às 11:07Atualizado em 19/12/2022 às 09:11
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Fernanda Borges

Alunos do curso de Psicologia da Universidade Federal do Triângulo Mineiro cobram a contratação de mais professores  

Alunos do curso de Psicologia da Universidade Federal do Triângulo Mineiro realizaram manifestação para reivindicar melhorias estruturais e a contratação de professores. O curso possui 15 professores, que, segundo os alunos, estão sobrecarregados, se dividindo entre as disciplinas e os estágios. Em alguns casos um professor chega a ministrar cinco matérias no mesmo semestre. O ideal seria no mínimo 30 mestres.

Cerca de 100 alunos do curso de Psicologia de vários semestres, com apitos, panelas e cartazes na mão, realizaram uma manifestação na manhã de ontem no Centro Educacional da UFTM. Eles percorreram os corredores para demonstrar a insatisfação quanto às condições do curso, chamando a atenção de todos para que sejam adotadas medidas urgentes, principalmente na contratação de professores. “Todos os nossos professores ministram mais de uma matéria, em alguns casos são cerca de três a cinco disciplinas, além de estágio, e isso nos preocupa, pois um profissional sobrecarregado não consegue realizar um trabalho eficiente, o nosso aprendizado pode ser prejudicado por conta da falta de contratação de mestres”, explica a aluna Nadyara Rodrigues de Oliveira.

Em uma comparação com outros cursos, segundo Júlia Manzan, que também é aluna de Psicologia, como na Medicina, por exemplo, existem 119 professores contratados, enquanto isso as demais graduações estão sendo prejudicadas com a falta de profissional. Ela revela também que esta é uma realidade na maioria dos cursos novos, como educação física, que no fim do ano passado realizou manifestação na porta do Centro Educacional da UFTM. As reivindicações eram as mesmas, isto é, mais professores e uma estrutura adequada.

Quanto aos problemas estruturais do curso de Psicologia, de acordo com outro aluno, Eduardo Gotti, para realizar as aulas práticas, além dos hospitais e unidades de saúde, existe a Clínica Escola, uma casa adaptada, provisória, que não possui condições adequadas para as aulas. “Disseram-nos que a clínica seria construída, e por alguns meses ficaríamos nesta casa, mas já se passaram cinco anos e a situação continua a mesma”, diz.

Tais demandas já foram repassadas ao reitor da UFTM, Virmondes Rodrigues Junior, que, em reunião, disse aos alunos que o Ministério da Educação é o responsável pela realização de concursos públicos e contratação de professores. “Sabemos que é o governo federal que deve contratar, porém somente o reitor sabe das necessidades da faculdade e cabe a ele buscar junto ao MEC a contratação de novos profissionais”, finaliza o estudante Breno Augusto da Costa.

Ao final da manifestação, a vice-reitora Ana Lúcia de Assis Simões conversou com os alunos, ouviu o grupo que estava representado pelo Centro Acadêmico de Psicologia e, diante das demandas, esclareceu todas as dúvidas, garantindo que o reitor da universidade tem se preocupado com a contratação de profissionais e, por isto, mantém contato frequente com o MEC para realização de concurso.

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