Secretário da escola nega que o estabelecimento esteja fechado e que fim do recesso foi adiado devido a problemas na estrutura do prédio
Foto/Neto Talmeli/Divulgação
Alunos e funcionários do colégio realizaram protesto na manhã de ontem, em busca de informações
Alunos e funcionários do Centro Educacional de Uberaba (CEU) realizaram protesto em frente ao colégio, na manhã de ontem. De acordo com os manifestantes, a direção da instituição, que ministra cursos do Pronatec, fechou o estabelecimento sem dar qualquer explicação, retendo documentos. No início da noite, fez contato com a redação do Jornal da Manhã o senhor Marco André Maciel, que se identificou como secretário da escola e disse que não há fechamento da instituição, mas apenas o recesso que terminará no início de fevereiro. Uma nota de esclarecimento foi publicada no site do CEU ontem, após o protesto.
De acordo com a estudante Daiane Batista, os alunos estão preocupados com a situação do colégio, que não retornou às atividades. “A diretora disse que decretou falência e retirou todos os móveis e documentos. Fechou a escola e não vai abrir mais. Nós temos diploma retido aqui, outros estão terminando estágio e são todos alunos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e sem esses documentos não podemos fazer nada. Os funcionários estão desde o mês de outubro do ano passado sem receber”, explica ela.
Ainda de acordo com os manifestantes, se a diretora não entregar o diploma ou uma declaração, todos os alunos vão perder o curso. “Ela não aparece e nem a advogada. Ligamos, fomos à casa dela e o que nos informaram é que ela viajou. E não deu satisfação alguma para nós”, desabafa a estudante.
A reportagem do Jornal da Manhã procurou por diversas vezes a diretora do Colégio CEU durante o dia de ontem, assim como a advogada da instituição, mas não obteve êxito. No início da noite o senhor Marco André fez contato com a redação e desmentiu a informação dada à aluna de que teria sido declarada falência da instituição. Ele disse que desde esta terça-feira à tarde o estabelecimento está funcionando na unidade 2, que fica ao lado da 1, instalada no antigo “Palácio do Bispo”, na rua São Sebastião.
Assim que ocorreu a manifestação, a reportagem checou o site da escola e não constava nenhum posicionamento. No entanto, à noite estava publicada nota em que o colégio diz que “preocupado com a integridade física dos alunos e funcionários notificou em 01/12/2016 à Arquidiocese de Uberaba, proprietária do prédio localizado na rua São Sebastião, 259, que para a continuidade da atividade no local é imprescindível e urgente a reforma do telhado e janelas, visto os vazamentos dentro do prédio, janelas com madeira podre e na iminência de queda, inclusive com abertura nos beirais, tornando-se foco de pombos. A Arquidiocese se posicionou a favor da reforma, no entanto necessita de autorização do Conphau, pois se trata de um prédio tombado, porém até o presente momento, o mesmo não se manifestou”.
A nota ressalta ainda que “buscando uma solução, a instituição informou à comunidade escolar o adiamento do retorno de suas atividades para 06/02/17, via site do colégio, uma vez que a diretora encontra-se afastada e em tratamento médico, impossibilitada de prestar qualquer depoimento e tentando se recuperar”.