CIDADE

Ambulantes continuam atuando no centro e comerciantes protestam

Os ambulntes vendem produtos semelhantes aos das lojas e não pagam impostos

Geórgia Santos
Publicado em 22/03/2014 às 10:03Atualizado em 19/12/2022 às 08:31
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Ambulantes no centro da cidade voltam a ser alvo de reclamação dos comerciantes. Não é a primeira vez que a equipe de reportagem do Jornal da Manhã recebe reclamação sobre a presença de ambulantes no centro, principalmente no calçadão da rua Artur Machado, onde o problema agrava-se cada vez mais, e, para os comerciantes que possuem estabelecimento fixo, o fato está gerando prejuízos e, por isso, cobram postura mais enérgica do poder público para coibir a presença destes vendedores de rua.

Um comerciante que preferiu não se identificar, pois tem medo de que algo seja feito contra ele, está vivendo situação complicada por conta de um ambulante que sempre está na praça Rui Barbosa. “Vendo bebidas, conforme a legislação, pago os impostos, já este ambulante está vendendo o mesmo produto que eu, mas com preço bem inferior, justamente porque não tem os gastos que eu tenho. Liguei na Receita Estadual para pedir que algo seja feito, mas disseram que esse papel pertence ao município, ao Departamento de Posturas. Assim, liguei no local e pedi a ação de fiscais, mas não resolveu, pouco tempo depois o ambulante voltou para o mesmo local”, explica o comerciante.

O fato deixou o comerciante revoltado. De acordo com ele, é preciso regularizar a situação destes ambulantes, para que, assim, todos que desejam vender o façam de forma legal. Além disso, neste caso existe outro agravante, que é a comercialização de bebidas sem garantia de qualidade, “pois, como muitos sabem, podem ser bebidas com misturas, e o consumidor não está comprando um produto legítimo, assim como pode ser um produto furtado, o que é mais grave ainda”, afirma.

Já com relação aos fiscais de Posturas, os lojistas reivindicam a presença mais assídua na área comercial. Segundo as reclamações, os agentes passam pelo calçadão poucas vezes e, quando vão, o número de ambulantes diminui.

De acordo com o diretor do Departamento de Posturas, Renê Inácio de Freitas, os fiscais estão de olho na ação dos ambulantes. Os trabalhos estão mais concentrados no calçadão, e os comerciantes também podem acionar o setor de Posturas quando necessário, “e, dentro das nossas atividades, a partir do apoio da Guarda Municipal, pois essa ação requer segurança, vamos realizar as apreensões, estamos em plena atividade”, explica Renê. Vale ressaltar ainda que a Prefeitura está trabalhando para elaborar uma legislação pertinente à questão do ambulante e, neste sentido, o diretor pede um pouco mais de paciência aos comerciantes, que esta situação será solucionada de forma eficaz.

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