CIDADE

Andarilhos incomodam comerciantes próximos ao terminal rodoviário

Problema é que os andarilhos pedem dinheiro aos clientes e quando não recebem o valor que gostariam tornam-se agressivos e afastam clientela

Thassiana Macedo
Publicado em 27/05/2014 às 21:08Atualizado em 19/12/2022 às 07:35
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Comerciantes da rua Juiz de Fora e também da avenida Barão do Rio Branco reclamam do grande número de andarilhos na região. Segundo os empresários e trabalhadores, eles abordam os clientes para pedir dinheiro. O problema é que quando não recebem o valor que gostariam tornam-se agressivos, o que tem afugentado a clientela.

De acordo com a empresária Sandra Mazetto, como o problema tem acontecido constantemente, a Ronda Social já foi chamada várias vezes para resolver a questão, mas até o momento não apareceu nenhuma vez no local. “Estamos com um problema seriíssimo aqui em volta da rodoviária”. Já conversamos com a Polícia Militar, mas eles falam que este é um problema social, então ligamos para a Ronda Social e eles não vêm. Com isso, todos os comerciantes nesta região estão insatisfeitos. Os andarilhos abordam as pessoas e estão sempre bêbados. Dormem por aqui, uma média de 15 a 20 andarilhos, o que gera uma série de situações desagradáveis, como o pedido de dinheiro e ameaças de roubo. Além disso, eles ficam o dia todo por aqui e isso afasta as pessoas”, reclama.

“Com relação à rua Juiz de Fora, não foi feita nenhuma solicitação no plantão matutino. Na avenida Barão do Rio Branco é feita diariamente abordagem, principalmente na Casa dos Filtros, e geralmente estamos com apoio da Guarda Municipal e PM. Durante a abordagem, na maioria das vezes, eles (andarilhos) recusam a ajuda, apenas saindo do local, mas depois que vamos embora retornam. Inclusive, todas as vezes que estivemos no local procuramos o gerente para providenciar a limpeza”, esclarece Ionara Ponciano, que atende na Abordagem Social.

A diretora do departamento de Programas Sociais, Claudia Cristina da Silva, informa também que os serviços da Abordagem Social, desenvolvidos pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), servem de apoio social para a pessoa em situação de rua que deseje. “Não é possível obrigar a pessoa a sair das ruas, então é realizado um trabalho de convencimento. Oferecemos apoio social, alimentação, abrigamento provisório, passagem para migrante itinerante, encaminhamento para tratamento de saúde, frente de trabalho, resgate de vínculos familiares, entre outros. Os serviços desenvolvidos vêm de encontro à necessidade de oferecer um novo projeto de vida para a pessoa em situação e/ou vivência de rua. Agora, nos casos em que não há desejo do cidadão em receber ajuda, e ele está causando situações vexatórias, de agressividade, colocando a população em risco, deve-se acionar a PM e a GM, tendo em vista que se trata de situação de violência e não de apoio social”, explica.

A Abordagem Social funciona diariamente das 18h até 1h, sábados, domingos e feriados o atendimento é em regime de plantão e o telefone do Disk Abordagem Social é 9667-4451. Outras informações na Casa de Passagem pelo telefone 3313-3844.

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