CIDADE

Apesar de greve dos vigilantes, agências bancárias funcionam

Além da manifestação na praça Henrique Krügger, os grevistas escolheram o horário do almoço para promover uma passeata

Paulo Borges
Publicado em 14/03/2012 às 11:05Atualizado em 19/12/2022 às 20:48
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Ricardo Teixeira, presidente do Sindicato dos Vigilantes em Uberaba, diz que categoria não aceita voltar enquanto não houver contraproposta concreta

Paralisação dos vigilantes de Uberaba chegou ontem ao seu segundo dia. O movimento, que conta com a adesão de aproximadamente 70% dos profissionais locais, reflete principalmente nas agências bancárias, que por lei são obrigadas a contratar esse tipo de serviço.

Além da manifestação ocorrida na praça Henrique Krugger, os grevistas escolheram o horário do almoço para promover uma passeata até a avenida Guilherme Ferreira, dificultando o trânsito na região central da cidade.

Ricardo Teixeira, presidente do sindicato, informou também que alguns representantes do movimento grevista foram até a sede da Polícia Federal com o intuito de cobrar ações efetivas contra as agências que insistem em funcionar com apenas um ou sem nenhum segurança. “Isso vai contra a normativa da PF, além de colocar em risco o vigilante e os usuários dos bancos. Repudiamos essa atitude por parte dos bancos e estamos cobrando as autoridades para que algo seja feito, pois se alguma coisa acontecer com um desses seguranças ou clientes, por exemplo, o gerente da agência terá de responder judicialmente”, disparou.

Segundo a coordenação do movimento, a greve deve continuar até que os patrões se prontifiquem a atender às reivindicações dos trabalhadores. Teixeira ressalta, porém, que a greve não será encerrada para que as negociações avancem. “Os patronais, agora, nos chamaram para a negociação, mas querem que encerremos a greve. Não vamos fazer isto. Já estamos há quatro meses negociando e trabalhando sem chegar a lugar algum”, revelou.

Além de Minas Gerais, vigilantes do Rio de Janeiro também estão em greve. Em Uberaba, são cerca de 1.600 profissionais registrados, atuando não só em bancos, mas também outras empresas. Além da fixação do piso salarial em R$1.259,68, os grevistas também cobram 30 vales-alimentação por mês, no valor de R$18 cada, bem como o adicional de risco de vida no valor de 30% do salário; plano de saúde e odontológico para eles e seus familiares.

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