CIDADE

Aposentada acusa médico da UPA de negligência por morte de marido

Aposentada residente no conjunto Alfredo Freire acusa médico da rede pública de saúde de negligência e que isto teria ocasionado a morte do companheiro dela

Paulo Borges
Publicado em 12/12/2012 às 15:50Atualizado em 17/12/2022 às 09:14
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Aposentada residente no conjunto Alfredo Freire acusa médico da rede pública de saúde de negligência e que isto teria ocasionado a morte do companheiro dela, o motorista José Maria Paulino, de 57 anos.

Segundo a aposentada M.S.C., 58 anos, no último domingo (9) o companheiro dela passou mal e foi até a UPA do bairro São Benedito. Chegando ao local, o médico que o atendeu receitou apenas o remédio Omeprazol, já que o paciente reclamava de dores na região do estômago e fígado.

No entanto, na segunda-feira (10), José Maria não conseguiu ir trabalhar e ainda reclamando das dores e revelando que não estava se sentindo bem, o motorista saiu para ir ao posto médico do bairro, ele sofreu um infarto no meio do caminho, morrendo antes de chegar ao hospital, apesar de ter sido prontamente atendido por equipe do Corpo de Bombeiros.

Para a aposentada, se o primeiro atendimento tivesse sido adequado e mais minucioso, o médico teria descoberto que o companheiro dela estava a ponto de se enfartar e isso poderia ter poupado a vida dele. “Foi negligência. Ele poderia ter atendido um pouco melhor e nem chegou a colocar a mão no meu companheiro. Apenas mandou aplicar o soro. Para mim, esse médico exerce mal a profissão dele. A saúde pública precisa melhorar. Onde estão os juramentos que os médicos fazem? Se ele tivesse cumprido o juramento, hoje meu esposo poderia estar vivo e não sepultado no cemitério”, disse a aposentada, afirmando que irá entrar na Justiça pedindo a cassação do registro do médico.

“Vou fazer ele perder o registro de médico. Vou correr atrás disso, nem que eu tenha que vender minha casa, mas ele vai perder o registro. Esse médico é sem alma, deixou mais um morrer por falta de atendimento. Dizem que não descriminam preto, mas, por que ele fez isso? Ele era preto, mas era gente”, disse indignada, referindo-se a cor da pele do esposo.

Secretaria nega denúncia. A Secretaria Municipal de Saúde por meio de nota, esclarece que o paciente José Maria Paulino deu entrada na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) São Benedito às 7h33 e passou pelo acolhimento com classificação de risco às 7h49, sendo encaminhado de imediato para atendimento com médico às 8h08.

O paciente relatou ao médico dor epigástrica e queimação entre as refeições, enjoo e vômitos. Na avaliação física, o médico analisou a pressão arterial e a pulsação, porém, os resultados foram normais, sem qualquer indicativo de alteração e não foram necessários outros exames.

Desta forma, às 8h40, o profissional receitou medicação para conter a dor e o enjoo, enquanto manteve o paciente em observação. Como houve melhora no quadro clínico após a medicação, o médico deu alta para casa ao paciente.

A Secretaria, na nota, lamenta a perda da família, mas assegura que não houve negligência e que todos os cuidados necessários foram assegurados ao caso.

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