CIDADE

Aposentada reclama de ineficiência no combate à dengue

Aposentada residente no bairro Serra do Sol reclama da falta de visitas dos agentes do Departamento de Zoonoses, os quais exercem o trabalho de combate à dengue na cidade

Paulo Borges
Publicado em 11/05/2012 às 14:55Atualizado em 19/12/2022 às 19:46
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Aposentada residente no bairro Serra do Sol reclama da falta de visitas dos agentes do Departamento de Zoonoses, os quais exercem o trabalho de combate à dengue na cidade. Sônia Aparecida Peres Gomes, 52 anos, residente na rua Henrique Guillaumon, conta que já contraiu a doença por duas vezes – uma em 2006 e outra agora. Segundo ela, o bairro todo apresenta diversos locais que colaboram para a proliferação do mosquito transmissor da doença.

“Quero pedir que os responsáveis pelo combate nos ajudem. Acredito que aqui no bairro exista um foco, pois muitas pessoas estão pegando a doença. Existem vários terrenos baldios com mato alto, sujeira e água parada”, disse, lembrando que somente no bloco onde ela reside, outras quatro pessoas – entre elas uma grávida – estão sofrendo com a doença. “Os agentes estiveram aqui a algum tempo. Mas isso não é tudo. Acredito que além das casas, eles também devem observar os terrenos sujos e água parada nas ruas”, completou.

Vale lembrar, que há pouco mais de um mês, a reportagem do Jornal da Manhã esteve no bairro Tutunas, próximo ao Serra do Sol, onde cinco pessoas da mesma família haviam contraído a doença.

O diretor do Departamento de Controle de Zoonoses, André Ribeiro, esclarece que o bairro Serra do Sol é considerado parte do Jardim Uberaba, relacionada dentro do Estrato 02. Nesta área, o índice de infestação predial foi de 3,6% (médio risco) e os vasos de plantas e bebedouros de animais foram os locais onde foram encontrados mais focos do mosquito Aedes aegypti. Isso significa que os materiais encontrados no interior das casas são o principal motivo da infestação naquela região, não os terrenos baldios. Os dados são referentes ao Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado em março deste ano.

De acordo com André, os agentes de Controle de Zoonoses já iniciaram o segundo ciclo de visitas de rotina na região e este está em andamento naquela área. “Apesar do perfil observado no LIRAa, é necessário ressaltar que as visitações não são apenas nas residências, mas também nos terrenos baldios. Em ambos, o agente identifica e elimina possíveis criadouros do

mosquito Aedes aegypti, aplicando também o larvicida em locais que não podem ser removidos”, acrescenta.

Além disso, André informa que o fumacê foi acionado e já realizou quatro ciclos de aplicação de inseticida na área que engloba o Serra Dourada.

Por outro lado, o diretor reforça que orientações feitas pelos agentes nas visitas bimestrais devem ser seguidas pela população no dia a dia, pois cabe a cada cidadão o cuidado diário no combate à dengue e a vigilância para eliminar recipientes que acumulem água no seu ambiente. O diretor explica ainda que existem imóveis que estão fechados. Neste caso, o morador deve entrar em contato no Disk-Dengue 3317-4660 e agendar nova visita.

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