CIDADE

Área desocupada pela Defesa Civil vira lixão no conjunto Elza Amui

Para piorar a situação, na época da chuva as casas da região costumam ser invadidas pelas águas que vêm de rua sem escoamento

Thassiana Macedo
Publicado em 08/10/2013 às 01:02Atualizado em 19/12/2022 às 10:44
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Terreno abandonado na rua Oswaldo Lourenço, no Elza Amui 4, é alvo de reclamações de moradores do bairro há cerca de um ano. O fato é que após a interdição e desapropriação do local pela Defesa Civil, onde pessoas moravam irregularmente, o terreno se transformou em um verdadeiro lixão. Para piorar a situação, na época da chuva as casas da região costumam ser invadidas pelas águas sujas que vêm da rua por não ter para onde escoar.

A moradora Daniella Vaz Quirino dos Santos conta que a situação é precária. “É um terreno da Prefeitura que tem aqui de fora a fora. Ela desapropriou aquele povo da área de risco e assim que isso aconteceu o terreno virou um lixão, uma nojeira. Tinha uma casa que servia de esconderijo para marginais que assaltavam os moradores. Meu marido e meu vizinho foram lá e derrubaram, mas isso vai fazer dois meses e a Prefeitura nada de vir limpar. Quando chove, entra aquela água imunda para dentro das casas e ficamos preocupados, porque jogam até cachorro morto ali, a população também não ajuda. A gente tem até vergonha de trazer visita em casa, porque no calor é um cheiro insuportável de carniça”, reclama.

Para piorar, os moradores reclamam que as casas feitas pela Construlote Empreendimentos Imobiliários Ltda. e entregues pela Caixa Econômica Federal, também enchem com a chuva pelo fato de estarem niveladas com a rua. Como o problema é antigo, os muros de arrimo ameaçam cair de vez, pois já perderam vários tijolos. Procurado pela reportagem, o engenheiro proprietário da construtora, Amir Reston, afirma que o problema é a falta de bocas de lobo tanto no bairro Elza Amui 4 quanto no bairro acima, o Mangueiras, cuja água da chuva não tem para onde escoar e acaba entrando nas casas. Mesmo assim, ele prometeu fazer uma visita aos moradores para averiguar as avarias.

Por meio da assessoria de Comunicação, a Secretaria de Infraestrutura esclarece que, em caso de loteamento particular, o loteador é o responsável pela drenagem. Ou seja, tem que entregar os imóveis com todo o sistema pronto. Mesmo assim, uma equipe do Departamento de Posturas foi ao Elza Amui 4 e em contato com os vizinhos foi informada que, aparentemente, os alagamentos se devem à topografia do terreno. “A Infraestrutura também irá mandar equipe ao local para avaliar a questão da drenagem. No tocante à limpeza do terreno, a Postura irá acionar oficialmente a Serviços Urbanos para realizar o trabalho de limpeza, visto que a área desocupada é da faixa de segurança da rodovia”, afirma em nota.

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