CIDADE

Arquivo recebe acervo digitalizado da revista Sorriso

No dia 16, a Superintendência do Arquivo Público de Uberaba recebe oficialmente o acervo digitalizado da revista Sorriso

Thassiana Macedo
Publicado em 13/09/2013 às 01:06Atualizado em 19/12/2022 às 11:05
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No dia 16, às 10h, a Superintendência do Arquivo Público de Uberaba recebe oficialmente o acervo digitalizado da revista Sorriso, que circulou de 1930 a 1944. A doação será concretizada pelo arquiteto Airton Magalhães Pinto, filho do uberabense Godofredo Santos, um dos fundadores da revista. O acervo vai disponibilizar para a população e historiadores a consulta de importante período da história de Uberaba.

Segundo a superintendente Marta Zednik Casanova, a revista nasceu em 1909, mas deu origem a outras três publicações quando Godofredo Santos foi diretor e redator, sendo o Jornal Sorriso (1930 a 1933), O Jornal (1933 a 1938) e Uberaba Jornal (1938 a 1944). “É a história que marcou época em Uberaba com publicações críticas, literárias, políticas, humorísticas e independentes, e é importante fonte de pesquisa para estudantes, pesquisadores e historiadores. É um acervo formidável porque recupera a mentalidade daquela época, sendo importante para fundamentar a pesquisa histórica. Uberaba ganha com essas publicações, porque hoje é muito difícil encontrarmos pessoas com esse despojamento, como o de Godofredo e seu filho Airton, que se desloca de Brasília para fazer a doação pessoalmente. É um legado para Uberaba”, pontua Marta.

De acordo com Zednik, a publicação era confeccionada em formato pequeno de 30 x 19 cm, sendo o primeiro exemplar publicado em 1909, pelos fundadores, redatores e proprietários Edgar Medina Coeli e Eduardo Formigo, embora apenas na década de 30 tenha tido continuidade.

Foi em 6 de setembro de 1930 que a revista começou a ser impressa na gráfica de Godofredo Santos, que junto aos colaboradores Alceu de Souza Novaes, Egydio Fantato, Quirino Pucci, Salon Fernandes, Gabriel Toti, José Tiradentes de Lima, Odilon Paes de Almeida, Lúcio Azevedo, entre outros, deram continuidade à publicação. “Godofredo estudava no Grupo Brasil e ainda criança foi levado por uma tia para trabalhar em uma empresa gráfica chamada Século XX, muito famosa em Uberaba. Foi onde ele passou a se interessar pela arte gráfica. Trabalhou no Lavoura & Comércio, era uma pessoa muito criativa e habilidosa, tanto que dizia que a arte de Gutenberg não tem segredos para Godofredo Santos, referindo-se ao inventor da primeira prensa móvel”, ressalta Marta.

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