CIDADE

Atendente da Patrulha do Silêncio diz que corte impede atendimento

Reclamações quanto à atuação da Patrulha do Silêncio continuam. A noite de sábado para domingo foi agitada para o Gameleira 2

Geórgia Santos
Publicado em 26/11/2013 às 01:34Atualizado em 19/12/2022 às 10:05
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Reclamações quanto à atuação da Patrulha do Silêncio continuam. A noite de sábado para domingo foi agitada para os moradores do Gameleira 2. O barulho intenso de uma casa de festas que existe no bairro incomodou a vizinhança, que não dormiu durante toda a madrugada de anteontem. Alguns acionaram a Patrulha, que não resolveu o problema, pois o atendente alegou que o serviço não está funcionando pelo não-pagamento de horas extras.

As reclamações da comunidade envolvendo a Patrulha do Silêncio, serviço prestado pela Guarda Municipal, estão cada vez mais frequentes e na maioria das vezes são de não-atendimento aos acionamentos da população. Neste caso, a família da encarregada de departamento pessoal Hilsa Rosa de Faria Oliveira está enfrentando problemas com a perturbação do sossego, devido a uma casa de festas bem ao lado da residência dela, com eventos que não têm hora de acabar e nem para começar. São festas realizadas durante toda madrugada e outras promovidas na tarde de domingo, dia de descanso.

“Conheço a proprietária desta residência, ela não mora mais no local e aluga para terceiros. E é justamente este inquilino que transformou esta casa, que por sinal é bem ampla e com piscina, em um espaço para eventos. Acredito que ele não possui alvará para isto. No último fim de semana o incômodo foi tão grande que tive de procurar a proprietária para que tomasse alguma atitude”, explica Hilsa.

Além do incômodo com o som alto, a moradora também ficou revoltada com o posicionamento da Guarda Municipal. De acordo com ela, o agente que a atendeu afirmou que a Patrulha do Silêncio não estava funcionando no fim de semana, não tinha viatura trabalhando, pois o prefeito cortou o pagamento de horas extras e o trabalho aos fins de semana. Sendo assim, Hilsa perguntou quem estava responsável pelo serviço, o mesmo agente disse que não tinha ninguém para atendê-la.

A situação foi levada à direção da Guarda Municipal e, segundo o comandante Weslley Marcelo Massako, não houve corte no pagamento de horas extras, pelo contrário, devido à quantidade de agentes, que é pouca, é preciso esticar um pouco o horário de trabalho. “Estou ciente desta demanda, conversei com esta moradora e até sugeri que procurasse o Departamento de Posturas, devido à necessidade de alvará. Expliquei também que os motivos pelo qual os agentes não atenderam ao chamado são pela alta demanda e baixa quantidade de profissionais, que deveriam estar realizando outros atendimentos e por isso não dá tempo de atender a todas as solicitações. Mas esta situação deverá ser amenizada em breve com a contratação de 120 guardas, cujo edital será publicado logo”, afirma.

Já com relação ao posicionamento do guarda que atendeu Hilda, quanto ao pagamento de horas, Massako afirma que o fato será apurado, para verificar quem deu tal resposta à cidadã, e para que se posicione sobre essa denúncia. “Acho que foi uma insatisfação pessoal deste agente, penso que um servidor público não pode falar desta forma com um cidadão, por isso esse fato vai ser apurado”, afirma o comandante.

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