Pai de criança de dez meses de idade registrou boletim de ocorrência contra atendimento realizado no Hospital da Criança. O profissional autônomo David Wolder conta que sua filha começou a manifestar febre no dia 27 de julho e desde então já esteve diversas vezes no pronto-socorro do hospital, mesmo assim nada foi resolvido. A instituição alega que a criança recebeu o acompanhamento necessário. Nesta terça-feira, a assessoria de imprensa do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro confirmou a ocorrência de meningite viral na criança.
Depois de várias consultas e exames, David solicitou que a filha fosse encaminhada ao Hospital de Clínicas, pois ele acredita que os médicos agiram de forma negligente em relação à doença da criança. “Minha filha deveria ter sido hospitalizada no dia que fez o exame de sangue e deu uma infecção. No entanto, passaram um medicamento e a mandaram para casa, e ela continuou manifestando febre e vômitos”, relata.
De acordo com a presidente do Hospital da Criança, Maria Rita Carniel de Melo, a criança teve todo o acompanhamento necessário. Ela destaca ainda que compreende a apreensão da família, principalmente dos pais, pois todos ficam comovidos quando a criança adoece. “Mesmo assim, não significa que vamos internar só porque a família quer”, esclareceu.
Ela explica que a instituição trabalha com a política de só internar as crianças que realmente não têm condições de receber a medicação em casa. “Seja qual for o hospital, todos que internam correm o risco de contrair uma infecção, e, como os resultados dos exames não justificavam uma internação, a médica receitou que fosse dado os remédios em casa”, explicou a presidente do hospital.
O pai da criança explica que os médicos não descartaram a possibilidade de ser meningite e afirma que vai buscar na Justiça um reembolso dos medicamentos que comprou, pois alega que nenhum deles melhorou o quadro clínico de sua filha. A criança foi internada no Hospital de Clínicas da UFTM e submetida a exames para diagnosticar a doença. Ficou confirmada a ocorrência de meningite viral, mas o quadro da criança não oferece risco de morte e seu estado de saúde é estável, com progresso para melhora.