Colocar o primeiro alcoolduto em funcionamento até o final deste ano parece meta inviável no atual cenário econômico.
Colocar o primeiro alcoolduto em funcionamento até o fim de 2009, conforme anunciou o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, parece meta inviável no atual cenário econômico. Segundo o prefeito Anderson Adauto (PMDB), o projeto ficará parado neste primeiro semestre devido à crise de crédito que afetou os investimentos no setor sucroalcooleiro.
AA avalia que os projetos das novas usinas foram alavancados por crédito barato e a oferta de dinheiro está menor agora. O prefeito lembra ainda que o alcoolduto é uma ferramenta para transportar incremento de produção referente a esses novos empreendimentos, que estão em compasso de espera. “Vai demorar uns quatro meses para reativar as conversações novamente”, estima. De acordo com Anderson, os critérios elementares, entre eles o trajeto, já estão avançados para a elaboração dos projetos executivos. No entanto, a concretização do projeto também dependerá do preço do barril do petróleo e do câmbio.
Questionado também sobre projetos para distribuição do Gás Natural Veicular (GNV) em Uberaba, AA afirma que é necessário discutir o transporte do gás e de onde o produto será tirado. Ele analisa que a maior possibilidade é obter gás na camada pré-sal, uma das prioridades no planejamento estratégico da Petrobras para garantir a consolidação do gasoduto. O trabalho, garante ele, está sendo acompanhado de perto pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, em parceria com a Gasmig.