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Após carreata em Brasília, representantes entregam protocolo ao presidente da Câmara, Henrique Alves
Os três representantes das autoescolas de Uberaba retornaram ontem de Brasília, onde compareceram a uma audiência pública da Comissão de Viação e Transportes na Câmara dos Deputados para discutir a Resolução nº 444 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Porém, autoescolas de todo o país, inclusive de Uberaba, são contra a norma, afirmando que falta comprovação científica de sua eficácia e porque ela vai encarecer o serviço. O assunto motivou, inclusive, um protesto na cidade no último fim de semana.
A resolução prevê que, a partir de 1º de janeiro de 2014, todos os alunos de autoescolas brasileiras passem por um simulador de direção antes das aulas práticas para tirar a carteira de motorista. O aparelho recriaria em torno de 26 situações, como dirigir na chuva, fazer curvas fechadas e dirigir alcoolizado, porém, apenas por imagens de computador, ou seja, sem qualquer simulação mecânica diretamente sobre o aluno. Serão obrigatórias cinco aulas, com meia hora de duração cada.
De acordo com Paulo Alexandre Teixeira, um dos três representantes de Uberaba que participaram da audiência, com apoio dos deputados federais Marcos Montes (PSD) e Marcelo Almeida (PMDB), o setor entregou ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, documento pedindo o cancelamento da resolução. “Pedimos o cancelamento desta resolução, tendo em vista que não existe comprovação científica de que o equipamento tem eficiência para evitar acidentes de trânsito. Ela vai subir o custo da carteira sem trazer nenhum benefício concreto ou didático ao aluno. Ou seja, é apenas uma despesa a mais, porque não é planejado, não oferece nenhum movimento mecânico que simule uma aquaplanagem, por exemplo. Na verdade, é um videogame que não vai acrescentar nada ao aluno. Se colocarmos uma criança, ela vai jogar muito bem”, alerta.