Independente das opiniões, o fato vem preocupando as autoridades, direção do Shopping Uberaba e comerciantes da da Feirarte
Independente das opiniões, o fato vem preocupando as autoridades, direção do Shopping Uberaba e comerciantes, principalmente da Feirarte, um dos locais mais afetados pela ação dos vândalos durante estes encontros. De acordo com o representante da feira, que pediu para manter a identidade preservada, o grupo chega ao local por volta de 22h30, e isso acontece há cerca de três meses. No início era um movimento pacífico, mas com o tempo as pessoas com má intenção se infiltraram no grupo e estão cometendo ações que prejudicam as atividades. “Tivemos pequenos roubos nas barracas. Eles pegam utensílios, como copos, sem pedir, além dos tumultos gerados por brigas, que fazem com que todos corram com medo que algo aconteça. Estamos realmente preocupados com essa situação, que pode inibir a clientela”, afirma.
No Shopping Uberaba, até o momento a preocupação não é tão grande. Segundo a gerente de Marketing, Lucy Jardim, ainda estão tranquilos, “pois, além de contar com a ajuda da Polícia Militar, também temos os seguranças particulares, que estão espalhados pelo shopping para evitar que aconteça algo que gere insegurança aos clientes; sempre intensificamos o quadro de segurança”, afirma Lucy.
Mas o centro de compras não está ileso a fatos como noticiados pela imprensa nacional, visto que na maioria das cidades os “rolezinhos” acontecem nestes locais, o que proporciona o vandalismo. Neste sentido, foi realizada na tarde de quarta-feira uma reunião da Associação Brasileira dos Shopping Centers para delimitar ações que podem ser tomadas para evitar transtornos. Lucy disse que aguarda estas orientações para que sejam tomadas providências, caso necessário, no Shopping Uberaba.
Na semana passada foi realizada reunião para discutir o assunto entre representantes das secretarias de Transito e Desenvolvimento Social, a Polícia Militar, Guarda Municipal, o Conselho Tutelar e da Feirarte. De acordo com o subsecretário de Desenvolvimento Social, Carlos Godoy, nesta reunião foi solicitada postura mais enérgica dos órgãos de segurança nos locais em que acontecem os “rolezinhos”, o que de fato se confirmou no ultimo sábado, apesar de que a polícia não pôde realizar abordagens, pois são menores. Ficaram ainda acordados um estudo e novas reuniões para tomar decisões.
“O nosso objetivo é garantir a ordem no espaço público, tentar entender as reais intenções deste movimento social. Então, estamos em um momento de conversação, e vamos chamar órgãos como o Ministério Público e a Vara da Infância e Juventude para que se envolvam no debate”, explica Godoy. Ele ressalta que no último sábado esteve na Feirarte e pôde perceber que existe a formação de um grande grupo, e que pessoas infiltradas são as que comentem as ações indesejadas, por isto a situação está sendo tratada com parcimônia e prudência para garantia da ordem.