Depois dos trabalhadores dos Correios e Telégrafos, outra categoria de profissionais que poderá entrar em greve é a dos bancários. A decisão, que vale para todo o país, foi anunciada pelo Comando Nacional dos Bancários após assembleia na última quinta-feira (22). O motivo do anúncio é a rejeição à proposta de 7,8% de reajuste apresentada pelos bancos. A previsão é de que a categoria entre em greve a partir da próxima terça-feira, dia 27, por tempo indeterminado.
A campanha salarial dos bancários é nacional e dela participam funcionários de bancos públicos e privados. De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Uberaba, Maurício Sebastião de Souza, após assembleia a categoria decidiu acompanhar a campanha salarial nacional. “O banqueiro ofereceu só 7,8% de reajuste, mas nós reivindicamos 12,8%, ou seja, nós pedimos 5% de ganho real, que é a inflação (7,8%) mais os 5% de reajuste. Além disso, decidimos em conferência nacional pedir outras causas específicas como melhoria no tíquete-alimentação, na cesta-alimentação, no auxílio-babá e educação”.
Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que coordena o Comando Nacional dos Bancários, também reivindica maior participação nos lucros no valor de três salários mais R$ 4.500, piso de R$ 2.297,51, salário mínimo do Dieese e plano de carreira, cargos e salários. Na última sexta-feira (23), houve nova rodada de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Hoje, os bancários se reúnem, novamente, em assembleia para avaliar o resultado da reunião e organizar a greve. “Se essa nova proposta contemplar minimamente a nossa reivindicação poderemos aceitá-la na assembleia, mas os bancários obtiveram nos três primeiros meses de 2011 em torno de R$ 27 bilhões de lucro líquido. E a Receita Federal está denunciando que os bancos superfaturaram os prejuízos por calotes para diminuir o lucro, ou seja, o lucro real é maior”, afirma. (TM)