A cultura uberabense perdeu no último domingo (23) Geraldo Balduino do Carmo, o Barão, vítima de falência múltipla dos órgãos após uma semana internado em razão de uma cirurgia. O sepultamento ocorreu no cemitério São João Batista, às 9h de ontem, na presença de vários amigos e familiares, e marcado por uma emocionante homenagem do Chorocultura.
Conhecido como Barão, ele era membro do Chorocultura há cerca de 18 anos. Para Osmar Baroni, amigo de longa data e companheiro no grupo musical, Barão era um homem que amava a música, seja como professor de violão, cantor e seresteiro. “Ele talvez seja um dos últimos reminiscentes dos seresteiros de Uberaba. Uma de suas particularidades é que após ouvir determinada música em um disco ou em um CD, ele mesmo fazia a pauta antes de cantá-la, identificando pelo ouvido as notas musicais, para ter certeza de que estava correto. Para mim, esta é uma grande qualidade encontrada apenas nos grandes mestres”, conta.
Viúvo há vários anos, o músico completaria 83 anos em julho e deixa amigos, familiares, dois filhos e netos, aos quais Barão dedicou boa parte de sua vida. “Amigo leal que falava o que precisava ser dito, Barão era um homem muito simples, de pouca escolaridade, mas de muita cultura musical. Era também um grande comunicador, sempre muito amável, simpático e dono de um enorme carisma. A devoção dele era as músicas de raiz, popular brasileira e velha guarda. Foi uma pessoa que viveu intensamente cada dia de sua vida através da música”, destaca Baroni.