CIDADE

Bares e restaurantes de Uberaba enfrentam queda brusca de clientela no segundo trimestre

Rafaella Massa
Publicado em 03/08/2022 às 10:59Atualizado em 18/12/2022 às 21:32
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O grau de letalidade da pandemia diminuiu, mas os bares e restaurantes de Uberaba não registram números na altura de antes das restrições de circulação. Há uma queda de consumidores no setor maior do que o esperado para a época do ano, de acordo com o presidente do Sinhores (Sindicato dos Proprietários de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares Uberaba), Fred Masson.

Os fatores que levam à diminuição de clientes são diversos. Como explica Fred Masson, o segundo semestre já apresenta uma queda natural com a chegada do inverno e o tempo frio, além da cidade contar com um grande evento, a ExpoZebu, que atrai a atenção do público. Além disso, com o aumento dos insumos, que também exige mais dinheiro para sobrevivência do consumidor, a questão fica mais complicada.

“O segundo trimestre geralmente é um pouquinho mais fraco normalmente para o setor em Uberaba. O setor eu falo em referência a bares e restaurantes, não especificamente a hotéis. Hotéis, por conta da exposição, tem uma subida aí. Mas para os bares e restaurantes, um dos fatores que influencia no meio do segundo trimestre é a Exposição. Tirando o pessoal que está ali ao redor do parque ou no próprio parque, para o resto do pessoal acaba atrapalhando um pouquinho. Juntando essa onda de frio que veio, a alta da inflação, a gente teve um aumento muito grande nos insumos do setor e consequentemente muitos tiveram que repassar isso ao consumidor, e menos dinheiro no bolso do povo, a gente acredita. Juntou esse monte de fatores e acabou gerando uma queda”, explica Fred.

Além disso, o presidente do Sinhores afirma que as pessoas têm participado mais de eventos como casamentos, formaturas e festas de aniversário que foram represados durante o período pandêmico. “O pessoal às vezes deixa de ir num bar para ir em algum evento, um casamento, uma festa de formatura. Então, acabou que neste segundo trimestre deste ano foi um pouquinho pior do que costuma ser. Já costuma ter essa queda normalmente, esse ano foi um pouquinho mais”, conta.

Ainda sobre a alta dos insumos no setor, Fred conta que muitos proprietários não estão conseguindo sobreviver e o fechamento de empreendimentos é uma realidade. “As coisas estão horrorosas, o preço está absurdo. E a gente não tem como absorver tudo isso e nem como transferir isso para o consumidor integralmente. Então a gente fica numa situação bem complicada porque a gente já tem uma situação que o pessoal está sem dinheiro no bolso. Se nós aplicamos muito desse reajuste nos cardápios, acaba afastando o consumidor, e por outro lado a gente também não tem como absorver esse aumento sem fazer qualquer tipo de reajuste. A gente fica nessa sinuca de bico, a margem acaba diminuindo e muitos não conseguem se manter no mercado”, afirma.

Uberaba é apenas um reflexo da situação em Minas. Segundo uma pesquisa feita pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), as vendas nos restaurantes, bares, lanchonetes e padarias do estado registraram queda de 10,5% em maio, em comparação com o mesmo mês de 2021. Os dados, que avaliam o desempenho dentro do cenário da pandemia e consideram a inflação no período (ou seja, são calculados em termos reais), mostram também resultados negativos no valor gasto nos supermercados de -14,3% no faturamento no mês.

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