De acordo com o funcionário público Celzo Provenzano, que mora em frente da marcenaria, o barulho é ensurdecedor e por isso ele já acionou os órgãos competentes
Provenzano mostra denúncia já formalizada contra o funcionamento da marcenaria de José Humberto, ao fundo
Vizinhos estão em guerra por conta de barulho gerado por marcenaria situada na rua Cazuza, bairro Boa Vista. De acordo com o funcionário público Celzo Provenzano, que mora em frente da marcenaria, o barulho é ensurdecedor e por isso ele já acionou os órgãos competentes para que o problema seja solucionado. Por outro lado, José Humberto Cauhy, que trabalha há 38 anos no local, afirma que Provenzano “é um desocupado e cria problemas com toda a vizinhança”. Fato é que ambos já até chegaram às vias de fato e o caso foi parar no tribunal.
À reportagem do Jornal da Manhã, o funcionário público também lamentou a falta de rigor por parte dos órgãos responsáveis pela fiscalização. Segundo ele, a Prefeitura e o Departamento de Posturas já têm conhecimento do fato e faz “vistas grossas” em relação ao assunto. “Há cinco meses sofro com isso e venho clamando para que façam uma adequação ambiental no local. Mas, o Renato Formiga [diretor do Departamento de Posturas] está fazendo vista grossa. Fico imaginando que ele aja assim porque há várias empresas na mesma situação irregular e, caso eles apliquem a lei aqui, terão de fazer isso em todas as empresas”, afirmou Provenzano, revelando já ter tentando falar com o proprietário. Porém, a tentativa de acordo terminou em ameaça de morte, segundo ele. “Não quero o fechamento da empresa. Só quero que façam a adequação. Estou aqui, pagando aluguel, mas minha vida está um inferno. Só espero que tenha fiscalização da Prefeitura, o que não está acontecendo. É uma área residencial, por isto peço que venham e resolvam”, completou.
Procurado pela reportagem, o marceneiro José Humberto foi enfático ao afirmar que o problema não é ele. “Esse rapaz mudou para cá há cerca de um ano e está querendo que fechemos a firma. Ele sai cedo e chega á noite, nós funcionamos das 7h às 16h. Então, que horas estamos perturbando? O juiz já pediu para ele ficar quieto, pois está tendo problemas com todos os vizinhos. A fiscalização já esteve aqui e viu que está tudo dentro do permitido. Eu não sei o que ele quer”, ressaltou.
Questionado se teria realmente ameaçado o vizinho de morte, o empresário negou. Entretanto, ele reconheceu ter agredido fisicamente o funcionário público. “Não teve ameaça. Da primeira vez que ele me denunciou, fiquei nervoso e realmente dei uns tapas nele. Fomos até o juiz por causa disso. Vou continuar trabalhando”, concluiu. Procurando pela reportagem, o diretor do Departamento de Posturas, Renato Formiga, não foi encontrado ontem.