CIDADE

Barulho em bar tira o sono dos moradores

Cansados de conviver com o som alto durante a madrugada, os moradores procuraram a Patrulha do Silêncio

Geórgia Santos
Publicado em 08/10/2013 às 01:03Atualizado em 19/12/2022 às 10:44
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Moradores do bairro Jardim Uberaba passam noites em claro por conta de barulho em bar da região. De acordo com a vendedora autônoma Ivonete Agda Pereira, há cerca de um ano moradores da avenida José Solé Filho, próximo ao número 257, estão enfrentando problemas para dormir por conta de som alto durante a madrugada. Além disso, ela revela que a Patrulha do Silêncio não atende à solicitação da comunidade.

“No último sábado, eu e meu marido não conseguimos dormir. O som do bar que fica perto da minha casa estava muito alto, tentei tomar até remédios, calmantes, mas foi em vão, apenas conseguimos descansar quando a festa acabou, no domingo pela manhã. Já tentamos conversar com a proprietária do estabelecimento para resolver o problema de forma amigável, porém a situação continuou a mesma, o incômodo se repetiu novamente neste fim de semana”, explica Ivonete.

Cansados de conviver com o som alto durante a madrugada, os moradores procuraram a Patrulha do Silêncio para pôr fim a esta situação. Entretanto, os agentes da Guarda Municipal não foram até o local. Ivonete conta que já ligou várias vezes, e os agentes nunca foram. Da última vez que acionou a Patrulha a atendente disse a ela apenas que uma viatura estava na rua realizando os trabalhos e que repassaria a ocorrência aos agentes.

“Mais uma vez não vieram, e o barulho somente acabou com o fim da festa. Acredito que este deveria ser um serviço mais eficaz, não é possível que exista apenas um veículo para atender às demandas de toda cidade, a Prefeitura tem que ampliar, colocar mais carros nas ruas, pois este é um serviço restrito apenas à Guarda Municipal. Liguei na Polícia Militar, mas me disseram que não podiam atender à ocorrência”, afirma a vendedora.

De acordo com informações encaminhadas pela assessoria de imprensa da PMU, a Patrulha do Silêncio conta com duas equipes para atender 150 chamadas por noite a cada fim de semana (durante a semana, mais de 50 por dia), o que dificulta o atendimento a todas as demandas, visto que há situações em que um chamado demora mais uma hora para ser resolvido. Mas a GM garantiu estudar uma operação especial para o local no próximo fim de semana, inclusive pedindo apoio da PM.

Ainda segundo nota encaminhada, como existe legislação específica sobre perturbação de sossego alheio, os outros órgãos de segurança podem e devem atuar. Esta situação se configura crime ambiental, o que pode ter também a atuação da Polícia Militar do Meio Ambiente.

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