CIDADE

Beija-Flor sofre com poluição causada por indústria

Além de crises respiratórias, o problema vem causando muita sujeira, pois o pó acaba se acumulando no chão e sobre móveis

Thassiana Macedo
Publicado em 06/02/2014 às 10:15Atualizado em 19/12/2022 às 09:08
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Divulgação

Segundo Ari Luís, o pó de madeira cai diariamente e fica ainda mais visível quando se acumula sobre os veículos

Moradores do bairro Beija-Flor 2, além de comunidades vizinhas, denunciam que empresa produtora de painéis de madeira industrializada, louças e metais sanitários, localizada no Distrito Industrial 1, vem lançando partículas de madeira na atmosfera. Vistoria da Secretaria de Meio Ambiente está programada para hoje.

O problema foi denunciado por moradores do Beija-Flor 2, mas também vem afetando quem mora nos bairros Beija-Flor 3 e Alfredo Freire 2. Segundo Ari Luís de Paiva, que mora na avenida Breno Prata Decina, o pó de madeira cai diariamente desde a última sexta-feira, dia 31 de janeiro, causando irritação na garganta. Conforme conta o morador, esses sintomas se agravam ainda mais em razão do calor intenso dos últimos dias e da baixa umidade do ar. Alice Gomes da Rocha, outra moradora na mesma avenida, reclama também que, além de crises respiratórias provenientes da poeira, o problema vem causando muita sujeira, pois o pó acaba se acumulando no chão, sobre os móveis e roupas deixadas nos varais, mas fica ainda mais visível quando se acumula sobre os veículos.

As reclamações também foram encaminhadas ao vereador João Gilberto Ripposati (PSDB), que já protocolou ofício junto à Secretaria Municipal do Meio Ambiente pedindo vistoria técnica para verificar o sistema industrial da fábrica que está poluindo o Beija-Flor 2 e demais comunidades vizinhas ao Distrito Industrial 1.

Segundo Olavo Rodrigues da Silva, diretor do Departamento de Controle e Fiscalização Ambiental, uma equipe será enviada à empresa hoje e outra irá às residências dos bairros afetados, sendo Beija-Flor 2 e 3 e Alfredo Freire 2. Ele confirma ter recebido a demanda do vereador, bem como também recebeu várias denúncias dos moradores dos bairros atingidos pelo problema.

Conforme informações repassadas pelo secretário de Meio Ambiente, Vinícius José Rios Rodrigues, ao vereador Ripposati, os técnicos vão avaliar todo o sistema ambiental da empresa para identificar a causa do problema. Entre os itens a serem checados estão a comprovação de troca dos filtros e o laudo de emissão atmosférica.

O vereador Ripposati afirma que já houve problemas em anos anteriores com a emissão de partículas de madeira no ar por parte da empresa, sendo ela foi inclusive multada pelo Ministério Público pela demora na adequação dos equipamentos. Ele solicitou ainda à Secretaria de Meio Ambiente que verifique a poluição sonora também provocada pela empresa, a qual ocorre com maior intensidade entre meia-noite e 6h, e atinge principalmente parte do Alfredo Freire 1.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da empresa, que se comprometeu em encaminhar um posicionamento posteriormente.

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