Concorrente ao cargo de prefeito de Uberaba Lerin também discutiu a questão do abastecimento de água na cidade
Assim como os candidatos Paulo Piau (PMDB) e Adelmo Leão (PT), o concorrente ao cargo de prefeito de Uberaba Antônio Lerin (PSB) também discutiu a questão do abastecimento de água na cidade, ontem, durante a sabatina realizada pela Rádio JM com todos os candidatos deste ano.
Enquanto o petista Adelmo entende que a captação de água junto ao rio Claro seria suficiente para atender à demanda da cidade até a faixa de 540 mil habitantes, Lerin segue a mesma linha do deputado federal Paulo Piau. Para ele, buscar a água do rio Grande é a alternativa mais viável para solucionar o problema da falta de água na cidade, sobretudo nos novos bairros da região leste.
Para Lerin, o fato de Uberaba estar estratégica e geograficamente bem localizada, com recursos hídricos em potencial, chama para o fato de que a falta de água no município se dá por má administração. “Não é possível, numa cidade com mais de 300 mil habitantes, nos últimos oito nãos não ter sido construído nenhum reservatório ou poço profundo. Está se tornando um caos”, disparou, apresentando uma das suas alternativas. “A partir do momento em que me coloquei para ser o próximo prefeito, preciso ter soluções rápidas. Não tenho que ficar inventando que vou estudar soluções. É preciso ter objetividade. No meu governo, vamos trazer a água do rio Grande para acabar com o problema”, afirmou.
Segundo o candidato, trata-se de uma solução para médio e longo prazos. Para ele, regiões como a leste da cidade não podem ficar reféns das falhas ocorridas no abastecimento. De acordo com ele, o reservatório do bairro Olinda está atendendo a toda essa região que está sem água suficiente e, por isso, deixa outros bairros sem água. “De uma forma emergencial, nos primeiros quarenta dias do meu governo, vamos abrir uma licitação para fazer um poço profundo que atenda aquela demanda e dar normalidade no abastecimento”, disse, referindo aos bairros que compõem a região, como Morumbi, Copacabana, Beija-Flor. Conforme afirmou Lerin, foram gastos R$10 milhões na troca de hidrômetros. No entanto, segundo ele, seriam necessários R$3 milhões para fazer o poço profundo e outros R$3 milhões para construção de um reservatório na região.
Lerin pregou, durante a sabatina, que é preciso avaliar os investimentos para que os mesmos sejam feitos de forma “respeitosa” ao dinheiro do contribuinte. “Não podemos inventar paliativos para tentar tapear a população. Precisamos da água do rio Claro e Uberaba para complementar. Mas, quando você fala que vai ao rio Claro para canalizar até a ETA do bairro Boa Vista, será preciso investimento de R$180 milhões para canalizar 35 quilômetros. Ótimo. Mas, vai ter que trocar toda a tubulação para ampliar a distribuição? Não adianta apenas ampliar o abastecimento da ETA. Tem que ser definitivo, trazer a água do rio Grande e fazer uma ETA nas suas imediações, porque aí a água já chega tratada às proximidades do Shelton Inn e dali seria feita a distribuição. Então, da avenida Leopoldino, grande Abadia e todos os bairros da região Leste, o abastecimento seria feito com a água vinda do rio Grande. Fabrício, Boa Vista, Estados Unidos e essa região toda seriam atendidos pelos rios Uberaba e Claro. Seriam duas opções para que nos não sofrêssemos”, analisou.