Moradores dos bairros Fabrício, Boa Vista, São Bento, entre outros, que fazem caminhada na praça do Quartel, estão insatisfeitos com algumas pessoas que vão para o local na companhia de cachorros. Mesmo que presa à coleira, a maioria dos cachorros maiores não tem a focinheira colocada, o que causa insegurança, e outros fazem as necessidades na praça e os donos não as recolhem.
Segundo um dos que praticam a caminhada no local, que não quis se identificar, está cansado de ver tanta gente levar os animais sem nenhuma proteção contra ataques a outros transeuntes. “Já vi várias vezes pessoas caminhando ao lado de cães da raça pit bull sem a focinheira, o que é proibido. Ontem mesmo tinha um casal com a criança e o cachorro desta raça sem a proteção no focinho.”
Além desta situação de insegurança, o denunciante reclama também de alguns donos que vão para a praça com os animais, que fazem as necessidades em alguns locais do trajeto de caminhada, e não levam nem a sacola plástica para recolher. “Somos obrigados a andar olhando para o chão e desviar da sujeira.”
Segundo informações da assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros, a pessoa que tiver um animal da raça pit bull deve fazer o registro do cão junto à corporação e para isso deve estar munido do cartão de vacinas atualizado do cachorro e os documentos pessoais do dono e comprovante de residência. O responsável pelo animal ainda assina o termo de compromisso de utilizar a focinheira e ainda de colocar em casa uma placa informando a presença de cão bravo, entre outras questões. Caso o animal ataque uma pessoa, o Corpo de Bombeiros é acionado e faz a apreensão do cachorro, que só é liberado mediante o cumprimento dessas exigências.
De acordo com o diretor do Departamento de Posturas, Renato Formiga, no município foi instituído o Código de Posturas, que exige o uso da focinheira e ainda que o proprietário do animal faça o descarte correto dos dejetos e este deve ser respeitado pela população. Segundo Formiga, funcionários do departamento não podem estar em todos os locais para realizar a fiscalização e para isso as pessoas devem colaborar. Entretanto, caso o dono do cão esteja irregular, ele poderá ser autuado pelos fiscais, ressalta Formiga.