CIDADE

Cadeirante denuncia descaso do transporte coletivo com deficiente

Cadeirante reclama do descaso das companhias de transporte coletivo, que não tratam deficientes físicos da maneira correta

Publicado em 22/02/2013 às 14:32Atualizado em 19/12/2022 às 14:35
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Cadeirante reclama ao Jornal da Manhã do descaso sofrido em relação às companhias de transporte coletivo da cidade, que não tratam o usuário portador de necessidades especiais da maneira correta.

Esta semana, o cadeirante Ivan José da Silva estava no ponto de ônibus aguardando o transporte coletivo que o levaria a um compromisso pessoal. “Quando o ônibus chegou à rampa, não funcionou, e eu tive que esperar o próximo. Essa situação é recorrente. As empresas não fazem a manutenção das rampas, por isso sempre enfrento esse problema”, conta.

Ivan relata ainda que por diversas vezes foi maltratado por funcionários da empresa, que inclusive alegaram não poder levá-lo porque o veículo estava lotado. “Eu, como cadeirante, sofro isso sempre. Tem dia que passam dois a três carros e eu não posso embarcar”, lamenta. Segundo ele, alguns motoristas não são treinados para utilizar o maquinário, utilizam de força e até chutam, o que contribui para que a rampa estrague.

De acordo com o superintendente de Transportes da Secretaria de Planejamento (Seplan), Claudinei Nunes, nenhum funcionário das empresas pode alegar que o ônibus está cheio, porque o espaço do cadeirante é reservado, muito menos destratar passageiro e demonstrar que não sabe utilizar o equipamento, pois todos eles são instruídos para isso. “Precisamos que a população denuncie essas situações para que possamos autuar a empresa. Ações como essa são passíveis de demissão”, informa Claudinei.

O superintendente relata que todos os ônibus são vistoriados e que não saem à rua com problemas, o que pode acontecer é a quebra durante o caminho. Ele informa ainda que para a população denunciar deve entrar em contato com o Departamento, informando o horário da ocorrência e o nome da linha. As reclamações podem ser feitas pelo telefone 3318-0408, de segunda a sexta, das 5h30 até as 23h30; no sábado, das 7h às 22h, e no domingo, das 7h às 19h.

Peso é ponto de divergência entre usuários e prestadores do serviço. De acordo com Claudinei Nunes, as rampas não suportam um peso superior a 250 quilos e Ivan passaria por esse problema por ter cadeira elétrica. Ele informa ainda que em casos como esse, a Seplan não possui nenhuma solução a oferecer ao usuário. Segundo consta, uma cadeira de rodas elétrica não passa de 70 quilos. Outro cadeirante, que prefere não se identificar e que utiliza um tipo de cadeira parecida, diz que se o problema for o peso, as rampas estão inadequadas. “O fato é a ausência de manutenção. Os próprios motoristas reclamam dessa falta de cuidado da empresa com os ônibus. Eles listam os defeitos e mesmo assim são obrigados a sair no dia seguinte sem que estes tenham sido solucionados.”

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