A ambulância utilizada para o transporte não possui adaptação e os motoristas não estão preparados para lidar com as necessidades especias dos usuários das mesmas
Depois do susto com o acidente que envolveu uma ambulância da Prefeitura e um ônibus de turismo, na av. Leopoldino de Oliveira, na tarde de quinta-feira (11), a dona-de-casa Aparecida Cardoso Dávila, de 51 anos, que teve o braço e o punho lesionados, continua cumprindo rigorosamente a rotina que leva há cinco anos.
Desde que o filho Alessandro, de 33 anos, foi agredido e em consequência do ato violento ficou tetraplégico, pelo menos 12 vezes ao dia, ela o carrega sozinha para tarefas como banho e trocas de roupa.
Mas a dificuldade é ainda maior para a moradora do Parque São José conseguir manter Alessandro na fisioterapia, durante quatro vezes na semana.
Aparecida denuncia que a ambulância utilizada para o transporte dos cadeirantes não possui adaptação e os motoristas não estão preparados para trabalhar com o público.
Traumatizada por conta do acidente, ela revela que precisa se prender à cadeira do filho, fixando-se nas laterais, para não se desequilibrarem durante o trajeto. “É um absurdo e quase sempre são mais de três cadeirantes dividindo o mesmo espaço, sem cinto de segurança, sem barras de apoio, um sufoco”, relatou.
Ainda de acordo com a dona-de-casa, a demora é outro fator que prejudica os usuários. Ela explica que, na maioria das vezes, precisa aguardar mais de 3 horas para ir embora.
Emocionada, ela faz um pedido às autoridades para que olhem pelos idosos que são transportados no veículo. “Não é pelo meu filho, mas pelos senhores e senhoras de 60, 70 anos que sofrem com a dor e ainda precisam passar por isso. De que adianta a fisioterapia se no caminho o esforço é ainda maior? Onde está a ambulância que foi preparada para atender os deficientes físicos?”, questionou.
A equipe de reportagem do Jornal da Manhã tentou contato com o secretário de Saúde, mas não conseguiu retorno até o fechamento desta edição.