Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) se recupera do ataque de vandalismo sofrido na última semana. Documentos, materiais de trabalho e todas as vacinas que estavam armazenadas no local foram danificados. O atendimento já voltou ao normal e o local aguarda o reenvio dos medicamentos para que o setor de vacinação e exames, como o teste do pezinho, possa ser normalizado.
Após o ataque, ocorrido na madrugada do dia 1º para o dia 2, em que a unidade foi invadida por vândalos, a geladeira que armazena medicamentos e vacinas foi deixada com as portas abertas e isso fez com que tudo que estava guardado no local fosse perdido, informou a coordenadora do Caism, Ângela Maria Rocha dos Reis. “Vivenciamos nos últimos dias uma situação chocante. Estamos com pavor do que encontramos, foi constrangedor e triste, principalmente sabendo que o prejuízo é da população”, ressalta Ângela. Os “invasores” danificaram vários equipamentos médicos e inutilizaram vacinas e outros tipos de medicamentos.
“Fizemos uma solicitação de novas vacinas, mas elas só estarão disponíveis na próxima semana. As pessoas que estão procurando o Caism são orientadas a ir à Central de Vacina, na avenida Orlando Rodrigues da Cunha, ao lado da antiga UPA Abadia, para que não fiquem sem atendimento”, informa a coordenadora ao explicar a situação do local.
Os outros atendimentos, agendamentos, e consultas estão funcionando normalmente. A paralisação ocorreu apenas no dia posterior ao ataque, para que os funcionários pudessem arrumar a bagunça deixada, organizar documentos e limpar o local para que ele estivesse apto para o atendimento o mais rápido possível. Ângela ressalta ainda que as polícias Militar e Civil estão empenhadas em encontrar e punir os culpados pelos danos causados.
Indignado com a situação, o prefeito Paulo Piau pediu empenho das autoridades nas investigações. Logo após o ocorrido, ele classificou como “no mínimo estranho” o fato ter acontecido na noite posterior à sua posse e mais estranho ainda o alarme do Caism não ter sido acionado. Paulo Piau evitou julgamento precipitado, mas não descartou à imprensa a hipótese de sabotagem.