Fernanda Borges
Evento na agência centro dos Correios, com a participação do coral do Colégio Nossa Senhora das Dores, marcou o início da campanha
Cartinhas da campanha Papai Noel dos Correios 2013 já podem ser retiradas para ser apadrinhadas. Foi lançada ontem, em nível nacional, a campanha de Natal dos Correios, realizada há mais de 20 anos. Em Uberaba, foram escritas três mil cartas por alunos em vulnerabilidade social de escolas públicas. Os interessados em apadrinhar devem procurar a agência central dos Correios, na praça Henrique Krugger, até o dia 7 de dezembro.
A campanha tem como principal objetivo responder às cartas das crianças que escrevem ao Papai Noel e, sempre que possível, atender aos pedidos de presentes daquelas que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Em Uberaba, a cada ano, são selecionadas as escolas públicas que deverão participar. As atividades começam na sala de aula, em que as professoras trabalham com os alunos a escrita, na elaboração de cartas. Este ano as cartinhas já chegaram aos Correios e estão à disposição dos interessados.
O evento de lançamento, realizado ontem, contou com a participação de diversas crianças da Escola Dulce de Oliveira e do coral do Colégio Nossa Senhora das Dores. O momento mais esperado foi a chegada do Papai Noel.
“A nossa intenção é que todas as cartas sejam apadrinhadas, por isso convocamos a população para que busque ao menos uma carta, pois não é nada agradável ver aquelas crianças não receberem o que desejavam”, explica o gerente regional de vendas dos Correios, João Francisco Sousa. Ele ressaltando que o horário de funcionamento da agência é das 8h30 às 17h30, quando as pessoas interessadas poderão ler cada carta.
Depois de escolher a cartinha, o “padrinho” deve deixar o presente até o dia 7 de dezembro nos Correios, para que seja possível fazer a entrega antes do Natal. No ano passado foram apadrinhadas 94% das cartas. “Não temos metas na campanha, o que não queremos é deixar nenhuma criança sem presente, por isso é importante que todas se comovam, são presentes baratos, acessíveis”, explica o gerente, enfatizando que empresas, entidades, organizações, entre outros grupos, podem buscar quantas cartas quiserem e entregar o presente dentro do prazo.
João Francisco lembra ainda que a campanha é centralizada nas escolas, diante dos problemas registrados no ano anterior, em que os Correios recebiam cartas de crianças de toda cidade. “Neste período recebemos denúncias de pessoas adultas que pediam às crianças para escrever as cartas pedindo presentes para ser vendidos, além de situações mais graves, como pedofilia, pois era o padrinho que levava o presente até a criança. Estamos aprimorando a campanha”, explica João Francisco.