Candidatos que se submetem ao exame de rua para emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) reclamam das condições do local em que é realizada a prova
Fernanda Borges
Asfalto mal conservado na praça da Mojiana, onde acontecem os exames para obtenção da carteira de habilitação
Candidatos que se submetem ao exame de rua para emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) reclamam das condições do local em que é realizada a prova. Além de demora para o início da avaliação, os candidatos alegam que as ruas da praça da Mojiana e adjacências estão esburacadas e a sinalização, comprometida. Reivindicam também a disponibilização de sanitários.
Nos últimos dias, vários candidatos procuraram o Jornal da Manhã com reclamações diversas envolvendo o exame de rua para emissão da CNH. Uma das queixas está relacionada à estrutura do local. “O nervosismo na hora da prova já é suficiente para deixar o exame difícil e estes obstáculos no percurso deixam a situação ainda mais complicada, é preciso manter as ruas sempre em boas condições, sem buracos e com a sinalização perfeita. E também deveriam oferecer ao menos um banheiro aos candidatos que estão esperando para realizar a prova”, afirma uma aluna, que preferiu manter preservada sua identidade, por medo de represálias, pois ainda não foi aprovada.
Outra reclamação é a demora para começar os exames. Na maioria das vezes a prova é agendada em determinado horário, mas os examinadores atrasam, o que deixa o candidato ainda mais nervoso. Em um dos casos, a prova estava marcada para as 7h30 e somente foi realizada às 9h.
De acordo com o delegado regional da Polícia Civil, Francisco Gouveia, as melhorias na estrutura dependem de outros órgãos. O Detran realiza o exame de rua em locais em que há condições de dirigibilidade, com a via sem buracos e com a sinalização adequada. Existem outros locais em que é possível realizar o exame, como próximo ao Uberabão, entretanto, os próprios examinadores acham que são pontos de muito movimento, o que pode deixar a prova ainda mais difícil para o candidato. Já na região da praça da Mojiana é bastante tranquilo e também são as ruas em que os alunos realizam o treinamento e é justamente por isso que a sinalização fica desgastada e surgem buracos.
Sendo assim, de acordo com o delegado, para que as condições das ruas não se tornem um motivo para reprovar candidatos, a Polícia Civil sempre aciona a Prefeitura para que realize melhorias. Com relação aos banheiros, Gouveia pede a compreensão de todos, pois é impossível ter sanitários no local, pois o exame é feito na rua e pode ser itinerante.
Quanto à reclamação em relação à demora para o início da prova, o delegado explica que todos os examinadores também são policiais, investigadores da Polícia Civil, trabalham ajudando no plantão, com a escolta de presos e outros trabalhos e, por conta disto, podem acontecer atrasos. Ao todo são oito policiais habilitados para avaliar candidatos na prova de rua.